EXU: O IMAGINÁRIO INDIVIDUAL E COLETIVO DO CANDOMBLÉ

Propõe-se discutir a figura de Exu como sendo, a um só tempo, expressão do imaginário individual e coletivo. Portanto, é o Orixá da Diferença. Exu é considerado no Candomblé, religião de modalidade africana, um dos Orixás mais turbulentos e complexos. Tal complexidade se dá, certamente, pela demoniz...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Correia, Paulo Petronilio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)
Repositorio:Mosaico (Goiânia)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.seer.pucgoias.edu.br:article/7683
Acceso en línea:https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/mosaico/article/view/7683
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Exú
Mito
Imaginário
Estética
Candomblé.
Candomblé
Descripción
Sumario:Propõe-se discutir a figura de Exu como sendo, a um só tempo, expressão do imaginário individual e coletivo. Portanto, é o Orixá da Diferença. Exu é considerado no Candomblé, religião de modalidade africana, um dos Orixás mais turbulentos e complexos. Tal complexidade se dá, certamente, pela demonização que sempre existiu em torno desse Deus tão híbrido, multifacetado e que aguça o imaginário da cultura brasileira pela sua polissemia e pela história distorcida pelo cristianismo que até hoje faz questão de desviar o olhar diante desse Deus que é, no fundo e na essência, potência viva e criadora do ser humano. Exu, como signo da Diferença se aproxima do Deus trágico Dionísio, deus do vinho, da alegria, da embriaguez e, certamente, da afirmação da vida. Assim, propõe-se um contorno estético em busca de uma compreensão mais plástica em torno dessa divindade tão importante e tão pouco comentada na literatura africana que é, de certo modo, a construção imagética de um dos nossos brasis que se fortalece como obra de arte.