Leituras em torno do problema da subjetividade: Bergson, James e Merleau-Ponty

O objetivo deste artigo é especificar uma noção de subjetividade que marca a reflexão filosófica contemporânea e para a qual convergem as leituras de Bergson, William James e Merleau-Ponty. Para desenvolver o trabalho, definimos primeiramente o projeto filosófico de Bergson, que parte da duração psi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Zunino, Pablo Enrique Abraham
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Repositorio:Revista Dois Pontos (Curitiba. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/52321
Acceso en línea:https://revistas.ufpr.br/doispontos/article/view/52321
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:subjetividade
Bergson
William James
Merleau-Ponty
Descripción
Sumario:O objetivo deste artigo é especificar uma noção de subjetividade que marca a reflexão filosófica contemporânea e para a qual convergem as leituras de Bergson, William James e Merleau-Ponty. Para desenvolver o trabalho, definimos primeiramente o projeto filosófico de Bergson, que parte da duração psicológica (subjetividade) em direção à metafísica do elã vital, sustentado por uma teoria pragmática do conhecimento e pela aplicação rigorosa do método da intuição aos desenvolvimentos científicos da sua época, notadamente no campo da psicologia e da biologia. Essa filosofia, apesar do seu dinamismo interno, mantém uma coerência teórica ao longo de toda sua transformação, o que permite estabelecer um diálogo com duas correntes de pensamento que se desenvolveram paralelamente no início do século XX: o pragmatismo e a fenomenologia. Assim, podemos estabelecer alguns vínculos entre as leituras que fazem James e Merleau-Ponty da obra de Bergson, assinalando ao mesmo tempo algumas influências, aproximações e distanciamentos conceituais relacionados com o tema da subjetividade e com o problema da passagem entre a consciência humana e o mundo, sem reduzir uma região do ser à outra, nem operar saltos epistemológicos entre as dimensões do espírito e da natureza. Mas esse diálogo não se limita às especulações no terreno da metafísica, senão que encontra uma aplicação atual nas descobertas da neurociência, sobretudo no que diz respeito ao funcionamento do cérebro humano.