Cordel, criação mestiça

Os versos do poeta e dramaturgo cearense Oswald Barroso integram o poema de abertura do livro Reis de Congo, de sua autoria, sobre reisados e teatro tradicional popular. Eles falam do povo nordestino, sabido, atrevido, desmedido, festivo, imperador de um dia nos seus reisados, quando esquece a rotin...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Kunz, Martine Suzanne
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/43409
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/43409
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Literatura medieval
Literatura de cordel
Literatura popular
Descripción
Sumario:Os versos do poeta e dramaturgo cearense Oswald Barroso integram o poema de abertura do livro Reis de Congo, de sua autoria, sobre reisados e teatro tradicional popular. Eles falam do povo nordestino, sabido, atrevido, desmedido, festivo, imperador de um dia nos seus reisados, quando esquece a rotina da penúria e implanta uma corte medieval no roçado. Os brincantes fazem reluzir uma Idade Média de sombra e luz, aqui mesmo, no sertão, transfiguram lendas, ensinam a rir da desgraça e a fazer do nada a ilusão do farto.[...]No caso presente, evocamos a vasta rede de ecos ressoando entre a literatura do medievo ocidental e a literatura popular em verso do Nordeste do Brasil. As obras de Câmara Cascudo, Marlyse Meyer e Jerusa Pires Ferreira, entre outros nomes da crítica literária brasileira, ou ainda Paul Zumthor, medievalista suíço, estudioso das poéticas da voz, comprovam o quanto essa área de investigação suscitou contribuições ricas e inovadoras. Entre a França e o Brasil, o medievo e o sertão, as ressonâncias são de fato múltiplas.[...]