Fonética e fonologia em gramáticas portuguesas do século XIX: terminologia, técnicas e contextos para a descrição

Esta dissertação teve como principal meta analisar a metalinguagem utilizada por gramáticos portugueses do século XIX para descrever a fonética e a fonologia da língua. As obras oitocentistas que compõem nosso corpus são: Couto e Melo (1818), Soares Barbosa (1822), Constâncio (1831), Caldas Aulete (...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rodrigues, Julia de Crudis
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22122015-130148
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-22122015-130148/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:19th century
Gramáticas portuguesas
Historiografia linguística
Linguistic historiography
Portuguese grammars
Século XIX
Descrição
Resumo:Esta dissertação teve como principal meta analisar a metalinguagem utilizada por gramáticos portugueses do século XIX para descrever a fonética e a fonologia da língua. As obras oitocentistas que compõem nosso corpus são: Couto e Melo (1818), Soares Barbosa (1822), Constâncio (1831), Caldas Aulete (1864), Coelho (1868) e Coelho (1891). Partimos da metodologia de Swiggers (2010), que propõe sete parâmetros classêmicos que organizam as relações possíveis tanto entre metatermos, quanto deles com aspectos contextuais em que as obras estejam inseridas. Nossos estudos nos levaram a sete metatermos fundamentais para a compreensão do estudo de fonética e fonologia em obras descritoras do português naquele período: som, letra, voz, vogal, consoante, nasal e oral. Fez parte, também, de nossa pesquisa, um estudo comparativo entre estas obras do século XIX e três obras do século XVI, momento inicial dos estudo gramaticais em Portugal: Oliveira (1536), Barros (1540) e Leão (1576). Como resultados, acreditamos ter demonstrado que, ainda que haja certa persistência e manutenção de aspectos da tradição gramaticográfica portuguesa, é possível observar mudanças significativas no modo de descrição dos gramáticos oitocentistas, quando comparados com os do século XVI. Pudemos comprovar, ainda, a nossa hipótese de que a permanência e a mudança são mais bem observadas se analisadas a partir de redes terminológicas do que pelo exame isolado dos metatermos.