Fertilizantes nitrogenados convencionais, estabilizados, de liberação lenta, controlada e blends para o cafeeiro

A ureia é a fonte de fertilizante nitrogenado mais utilizado na cafeicultura. Quando aplicada ao solo, entra em contato com a água e sofre uma reação de hidrólise catalisada pela enzima urease, nesse processo, parte do nitrogênio é facilmente perdido para a atmosfera. Objetivou-se, com esta pesquisa...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Bartelega, Lucas
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/31663
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/31663
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ciência do Solo
Perdas de amônia
Inibidor de urease
Cafeeiro - Fertilizantes
Fertilizantes nitrogenados
Ammonium losses
Urease inhibitor
Coffee - Fertilizers
Nitrogen fertilizers
Descripción
Sumario:A ureia é a fonte de fertilizante nitrogenado mais utilizado na cafeicultura. Quando aplicada ao solo, entra em contato com a água e sofre uma reação de hidrólise catalisada pela enzima urease, nesse processo, parte do nitrogênio é facilmente perdido para a atmosfera. Objetivou-se, com esta pesquisa, quantificar as perdas de amônia pela ureia e buscar fontes de fertilizantes nitrogenados com melhor aproveitamento. Foi utilizado o delineamento em blocos casualizados, com 11 tratamentos e três repetições. Foram avaliados os fertilizantes estabilizados ureia + cobre + boro, ureia + polímero aniônico e ureia + NBPT; fertilizantes convencionais: ureia, ureia dissolvida em água, sulfato de amônio, nitrato de amônio. Outro grupo de fertilizantes testados, foram os de liberação lenta ou controlada: ureia + enxofre + polímero, ureia + resina plástica, ureia formaldeído e ureia revestida por polímero insolúvel em água. Para todos os tratamentos, foram aplicados 300 kg ha -1 de N/ano, e os fertilizantes convencionais e estabilizados foram divididos em três parcelamentos e os de liberação lenta ou controlada somente uma aplicação. Foram avaliadas as perdas por volatilização, alteração do pH na camada superficial do solo, teores de N, S, Cu e B na folha e produtividade do cafeeiro. Durante a safra 2016/2017, as maiores perdas de NH3 foram observadas para a ureia + polímeros aniônicos (30,6%) e ureia convencional (25,6 %). A menor perda de nitrogênio por volatilização foi encontrada para o nitrato de amônio (0,5 %), sulfato de amônio (0,6 %) e ureia formaldeído (0,3 %). Não houve alteração do pH, na camada superficial (5 cm) do solo, após as aplicações das adubações nitrogenadas. Os maiores teores foliares de N foram observados para os fertilizantes que tiveram as menores perdas de amônia: nitrato de amônio, sulfato de amônio e ureia formaldeído. Oito fertilizantes possibilitaram produtividade entre 60,5 e 69,2 sacas ha -1 e as menores produtividades foram observadas para o nitrato de amônio, ureia formaldeído e ureia + cobre + boro (46,8 a 53,5 sacas ha -1 ). Não foi observado incremento de produtividade para os fertilizantes que apresentaram as menores perdas de N por volatilização. Copilando os dados de pesquisas de autores que trabalharam, na mesma área experimental, em safras anteriores, em média de quatro safras, a maior perda foi observada para a ureia + polímeros aniônicos (33,0% do aplicado), seguida da ureia convencional com 29,5% de perdas. A menor perda foi para o nitrato de amônio (0,4%), sulfato de amônio (0,6%) e ureia formaldeído (0,7%). A produtividade média do experimento, em quatro safras, foi de 37 sacas beneficiadas ha -1 , apresentaram as maiores médias a ureia + polímeros aniônicos (42), ureia + resina plástica (41), sulfato de amônio (41) ureia dissolvida (39), ureia convencional (38), ureia + NBPT (37) e ureia + enxofre + polímero (37).