Petrografia e química do Granito Aripuanã, sul do Cráton Amazônico

O termo Granito Aripuanã refere-se a um conjunto de corpos graníticos circunscritos não deformados, intrusivos em rochas da sequência metavulcanossedimentar do Grupo Roosevelt, reconhecidos na porção sul do Cráton Amazônico. O corpo granítico principal constitui um batólito ovalado...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Godoy, Antonio Misson, Vieira, Otávio Augusto Ruiz Paccola, Silva, Jesué Antonio da, Manzano, Jefferson Cassu, Araújo, Larissa Marques Barbosa de, Mello Júnior, Antônio Ferreira de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Geologia USP. Série Científica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/141383
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/141383
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aripuanã Granite
Petrography
Geochemistry
Cráton Amazônico
Granito Aripuanã
Petrografia
Geoquímica
Descripción
Sumario:O termo Granito Aripuanã refere-se a um conjunto de corpos graníticos circunscritos não deformados, intrusivos em rochas da sequência metavulcanossedimentar do Grupo Roosevelt, reconhecidos na porção sul do Cráton Amazônico. O corpo granítico principal constitui um batólito ovalado com diâmetro menor que 15 km, que ocorre a norte da cidade de Aripuanã, no noroeste do estado do Mato Grosso. É constituído de hornblenda-biotita sieno a monzogranitos porfiríticos grossos, de coloração cinza ou vermelha e localmente com texturas rapakivi. Nas áreas marginais é observada uma redução de granulação das feições porfiríticas com predomínio da fácies equigranular fina, associada a resfriamento rápido. As fácies tardias comuns são constituídas de diques equigranulares de cor cinza, aplitos róseos e cinza e veios pegmatíticos. Ocorrem veios pós-magmáticos de quartzo, fluorita, muscovita em zonas de deformação rúptil, em que as rochas mostram intensa alteração hidrotermal. Esse hidrotermalismo afeta de forma heterogênea as rochas encaixantes e as rochas magmáticas, facilitando a circulação de fluidos e favorecendo a concentração de sulfetos de zinco disseminados, sempre relacionados ao fraturamento. Os granitos hospedam xenólitos de rochas paraderivadas encaixantes, de granodioritos, quartzo dioritos e rochas micáceas. Nas bordas, ocorrem veios e apófises graníticas, além de metamorfismo de contato nas rochas encaixantes. Os monzogranitos são peraluminosos e pertencem à série de alto potássio a shoshonítica, similares a granitos “ferroan”, apresentando assinatura de granito tipo A, pós-colisionais a anorogênicos e associado à evolução do Arco Magmático Jamari.