Pitiríase versicolor e síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA)

FUNDAMENTOS: A pitiríase versicolor é uma infecção crônica recorrente da camada córnea causada pela Malassezia furfur, geralmente assintomática, podendo ser causa de fungemia. A síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se por uma importante depressão celular, o que propicia a ocorrência de...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Roza, Marlon Soares, Dornellas, David, Rodrigues, Márcio Tavares, Vieira, Patrícia Viana, Frade, Marco Andrey Cipriani, Carvalho, Maria Teresa Feital de
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2003
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositório:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:português
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/9145
Acesso em linha:http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962003000500006
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/9145
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:-
Malassezia
Pitiríase
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
Tinha versicolor
Pityriasis
Acquired Immunodeficiency Syndrome
Tinea versicolor
Descrição
Resumo:FUNDAMENTOS: A pitiríase versicolor é uma infecção crônica recorrente da camada córnea causada pela Malassezia furfur, geralmente assintomática, podendo ser causa de fungemia. A síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se por uma importante depressão celular, o que propicia a ocorrência de infecções oportunistas. OBJETIVOS: Dados a imunodepressão causada pelo HIV e o risco da presença de M. furfur em sua forma patogênica no imunocomprometido, realizou-se este trabalho comparativo buscando as reais diferenças da pitiríase versicolor no imunocompetente e no imunodeprimido pelo HIV. PACIENTES E MÉTODOS: Foram avaliados, no período de julho de 1998 a junho de 1999, 50 pacientes HIV positivos do Hospital Universitário da UFJF. Como grupo controle, foram examinados de forma aleatória 50 pacientes soronegativos para HIV. Para cada paciente foi preenchido um protocolo constando de identificação e exames clínicos e laboratoriais. RESULTADOS: A pitiríase versicolor foi diagnosticada clinicamente no grupo HIV positivo em sete (14%) pacientes, resultado coincidente no grupo controle. Quanto ao passado para a pitiríase versicolor, 12 (24%) pacientes já haviam apresentado tal doença no grupo HIV positivo, e igual incidência ocorreu no grupo controle. CONCLUSÕES: A pitiríase versicolor não se mostrou mais freqüente e nem mais agressiva na população imunodeprimida pelo HIV em relação ao grupo controle, enquanto a dermatite seborréica apresentou-se mais freqüente no grupo infectado pelo HIV.