Estudo das internações hospitalares por pneumoconioses no Brasil, 1993-2003

Possivelmente, a incidência de pneumoconiose deve ser elevada entre os expostos, mas não há informações epidemiológicas referentes a séries históricas sobre as internações hospitalares nas diversas regiões do país. Objetivo: Estudar a freqüência e distribuição dessa doença no Brasil e suas unidades...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Castro, Hermano Albuquerque de, Gonçalves, Karen dos Santos, Vicentin, Genésio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/56372
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/56372
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pneumoconiose
Silicose
Asbestose
Doença Respiratória Ocupacional
Pneumoconiosis
Silicosis
Asbestosis
Occupational lung disease
03 Saúde e Bem-Estar
Descripción
Sumario:Possivelmente, a incidência de pneumoconiose deve ser elevada entre os expostos, mas não há informações epidemiológicas referentes a séries históricas sobre as internações hospitalares nas diversas regiões do país. Objetivo: Estudar a freqüência e distribuição dessa doença no Brasil e suas unidades federadas, através de levantamento das internações hospitalares por pneumoconiose no período entre 1993 e 2003, e discutir as possibilidades de estas internações estarem relacionadas ao processo de trabalho de cada região. Material e métodos: Informações de morbidade por pneumoconiose foram recolhidas, descritas e analisadas a partir do Sistema de Informação das Internações Hospitalares do SUS e do IBGE, para população acima de 15 anos, distribuídas por Estados e no Brasil no período de 1993 a 2003. Foram utilizadas listas da CID-9 (1993-1997) e da CID-10 (1998-2003). Resultados: Observou-se uma predominância dos Estados do Sul e Sudeste, demonstrando uma correlação direta com o processo de trabalho e o acesso dos trabalhadores aos serviços de saúde. Discussão: Os dados permitiram identificar uma diferença entre os resultados anteriores e, após 1998, com a mudança da CID 9 para a CID 10, indicando uma relação entre as modificações de critérios diagnósticos e na forma de coleta dos dados primários pelo SUS. Conclusão: A distribuição das internações é heterogênea e provavelmente reflete o vértice de uma pirâmide invertida do total de casos que deve ocorrer, de fato, entre os trabalhadores brasileiros. Seu enfrentamento possibilita a aproximação da real situação epidemiológica, contribuindo para a orientação de medidas profiláticas de redução dos riscos e preparo do sistema assistencial.