Caracterização Petrográfica dos Calcários Ornamentais da Formação Caatinga (BA)

Os calcários da Formação Caatinga (Paleógeno-Quaternário, Bacia de Irecê), conhecidos popularmente como Bege Bahia ou Travertino Nacional, estão amplamente distribuídos pelo centro-norte do estado da Bahia e consistem em importantes rochas ornamentais no Brasil. Apesar da relevância comercial, esses...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Santos, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigues, Amanda Goulart, Dal’ Bó, Patrick Führ
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/220316
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/220316
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Quaternario
Calcretes
Irecê, Bacia sedimentar de (BA)
Descripción
Sumario:Os calcários da Formação Caatinga (Paleógeno-Quaternário, Bacia de Irecê), conhecidos popularmente como Bege Bahia ou Travertino Nacional, estão amplamente distribuídos pelo centro-norte do estado da Bahia e consistem em importantes rochas ornamentais no Brasil. Apesar da relevância comercial, esses carbonatos carecem de estudos geológicos detalhados sobre suas características macro e microscópicas de modo a contribuir com o entendimento dos aspectos evolutivos dessa unidade. A partir do estudo detalhado de placas ornamentais adquiridas em diferentes marmorarias do estado do Rio de Janeiro, pôde-se identificar que estes carbonatos consistem em calcretes desenvolvidos em um substrato original majoritariamente carbonático, com pouca influência de aporte siliciclástico e com diferentes feições macro e microscópicas resultantes de processos bióticos e abióticos formados em condições vadosas e freáticas. As principais texturas e estruturas identificadas são: (1) nódulos; (2) vênulas; e (3) brechas. Além disso, observa-se uma contribuição siliciclástica (areia média a grânulo) organizada em níveis horizontais, que por vezes preenchem vênulas oblíquas, além de ocorrerem dispersos na matriz micrítica. Os nódulos, vênulas e brechas se formaram a partir de processos essencialmente abióticos enquanto que a presença de grãos siliciclásticos com envelopes micríticos sugerem que processos bióticos foram atuantes. A ocorrência de bioclastos de ostracodes e carófitas indicam um paleoambiente com disponibilidade de água, porém as fraturas de dessecação, brechas e os argilominerais fibrosos autigênicos sugerem momentos de exposição associados a períodos mais secos. As feições macro e microscópicas descritas indicam que os calcretes da Formação Caatinga possuem uma evolução complexa e dinâmica formada sob condições de sazonalidade entre períodos secos e úmidos.