Portugal em transe. Transnacionalização das religiões afro-brasileiras: conversão e performances

Este ensaio trata da expansão das religiões afro-brasileiras no seu processo de transnacionalização para a Europa e, mais particularmente, para Portugal, onde esse fenômeno se encontra intrinsecamente relacionado com a migração, sobretudo a migração feminina portuguesa. São as mulheres que se destac...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pordeus Júnior, Ismael de Andrade
Tipo de recurso: libro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/41676
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/41676
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Religiões afro-brasileiras
Transnacionalização
Umbanda
Portugal
Descripción
Sumario:Este ensaio trata da expansão das religiões afro-brasileiras no seu processo de transnacionalização para a Europa e, mais particularmente, para Portugal, onde esse fenômeno se encontra intrinsecamente relacionado com a migração, sobretudo a migração feminina portuguesa. São as mulheres que se destacam como mães-de-santo, assim como as iaôs nos terreiros. As migrantes do início dos anos de 1950, ao retomarem às suas origens, trouxeram consigo, na sua bagagem, o imaginário da Umbanda, e, em seguida, o Candomblé. As narrações apresentadas neste trabalho correspondem a uma dúzia de anos de pesquisas sobre o processo de transnacionalização das religiões luso-afro-brasileiras em Portugal. Essas pesquisas tiveram início em 1995, intercalando momentos distintos. Primeiramente, períodos de maiores intensidades, como o ano de 1998, quando realizei um estudo de caso a partir da uma permanência de três meses em Portugal, resultando na publicação de Uma Casa Afro-Luso-Brasileira com Certesp; no ano 2000. Em seguida, períodos menos demorados, mas não menos intensos. A cada estada em Portugal, mantinha contacto com a comunidade do Terreiro Ogum Megê, situado na zona de Benfica, em Lisboa, e procurava sempre novas comunidades. Vinculado ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, como investigador visitante, nos anos 2005- 2007, contei com todo o apoio daquela instituição para a realização desse novo trabalho de campo. Ali passei um ano, em intensa actividade, palmilhando cada região portuguesa em busca de novas comunidades, ritualidades e performances correlatas. Dessa maneira, pude constatar a emergência de grupos praticantes da Umbanda.[...]