Telepsicoterapia breve : um estudo sobre adesão, abandono e aliança terapêutica durante a pandemia de COVID-19
As transformações decorrentes da pandemia de SARS-CoV-2 impactaram profundamente a saúde mental de trabalhadores de serviços essenciais em todo o mundo. Esses profissionais precisaram manter suas atividades sob condições adversas, frequentemente expostos a risco elevado de infecção, lidando com o es...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296234 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/296234 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | COVID-19 Pandemias Telessaúde mental Psicoterapia breve Cooperação e adesão ao tratamento Aliança terapêutica Recusa do paciente ao tratamento Brief psychotherapy Adherence Dropout Essential workers Pandemic Therapeutic alliance Telepsychotherapy |
| Sumario: | As transformações decorrentes da pandemia de SARS-CoV-2 impactaram profundamente a saúde mental de trabalhadores de serviços essenciais em todo o mundo. Esses profissionais precisaram manter suas atividades sob condições adversas, frequentemente expostos a risco elevado de infecção, lidando com o estigma da doença e o contato diário com sofrimento e mortes. Tal contexto agravou quadros emocionais prévios e favoreceu o surgimento de novas demandas em saúde mental. Com o objetivo de oferecer suporte, foram desenvolvidos diferentes programas, entre eles o TELEPSI, no Brasil. Esse programa de intervenções psicoterápicas em teleatendimento buscava auxiliar trabalhadores de serviços essenciais em situações estressoras e dificuldades emocionais relacionadas à pandemia. Apesar de ter alcançado mais de mil participantes, parte deles não chegou a iniciar o tratamento ou abandonou após seu início. Diante disso, esta tese investigou fatores associados à adesão, ao abandono e ao não comparecimento à telepsicoterapia procurada de forma espontânea por esses profissionais. O primeiro estudo analisou o não comparecimento por meio de regressão logística binária, identificando que a segunda onda da pandemia e a irritabilidade aumentaram significativamente as chances desse desfecho. O segundo estudo avaliou o abandono ao longo das sessões utilizando generalized estimating equations, mostrando novamente a influência da segunda onda, além de diferenças regionais, sobre a desistência. Na sequência, conduzimos uma análise qualitativa das sessões com base no framework analysis, evidenciando que a convergência entre objetivos do paciente e protocolo terapêutico favorece a aliança terapêutica e, consequentemente, o engajamento. Por fim, o quarto estudo examinou a relação entre técnicas empregadas, melhora dos sintomas e satisfação com o tratamento, por meio de regressão linear. Observou-se que a flexibilidade do terapeuta em relação ao protocolo aumentou a satisfação dos pacientes, embora não tenha se associado diretamente à redução sintomática. Concluímos que compreender diferentes aspectos relacionados à intervenção psicoterápica é essencial para aprimorar estratégias de cuidado em contextos de crise, direcionadas a um público particularmente vulnerável, mas crucial para o enfrentamento de emergências em saúde pública. Ademais, o fortalecimento dessas estratégias contribui para o uso mais eficiente e sustentável dos recursos destinados à saúde mental. |
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