Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais

O monitoramento de focos de calor por satélites pode ser um importante subsídio para a definição de estratégias de combate e prevenção de incêndios, bem como para a avaliação de danos ecológicos, econômicos e sociais. Como no Brasil, o conhecimento sobre a evolução espacial e temporal dos focos de c...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Santos, Brenda Almeida, Oliveira, Melissa Dias da Silva, Silva, Paola do Nascimento, Santos, José Guilherme Martins dos, Mattos, Enrique Vieira, Reboita, Michelle Simões
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Repositorio:Anuário do Instituto de Geociências (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.revistas.ufrj.br:article/31186
Acesso em linha:https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/31186
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Minas Gerais; Focos de calor; Satélite AQUA
id BR_4eab2feca862b41f99aa2fd10ca50202
oai_identifier_str oai:www.revistas.ufrj.br:article/31186
network_acronym_str BR
network_name_str Brasil
repository_id_str
spelling Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas GeraisMinas Gerais; Focos de calor; Satélite AQUAO monitoramento de focos de calor por satélites pode ser um importante subsídio para a definição de estratégias de combate e prevenção de incêndios, bem como para a avaliação de danos ecológicos, econômicos e sociais. Como no Brasil, o conhecimento sobre a evolução espacial e temporal dos focos de calor ainda é limitado, esse estudo tem como objetivo descrever a distribuição espacial e temporal de focos de calor e avaliar as cidades com as maiores ocorrências desses focos (definido como cidades hotspots) no Estado de Minas Gerais (MG). Além disso, é analisado a correlação dos focos de calor com a precipitação. Foram utilizados 15 (2003-2017) anos de dados de focos de calor estimados por meio de dados do satélite de órbita polar Earth Observation System – AQUA. No Estado de MG, a média anual de focos de calor é de aproximadamente de 11.421 detecções, sendo esses eventos mais frequentes entre os meses de julho a outubro, isto é, entre a estação seca e início da chuvosa, com máximo mensal em setembro (3.700 focos). Em termos espaciais, a maior concentração de focos de calor ocorre nos setores norte e noroeste do Estado. Por outro lado, a maiori das cidades hotspots (locais com as maiores ocorrências de focos de calor) localizam-se no noroeste do Estado, com a cidade de Paracatu sendo a de maior frequência desses eventos, com 3.376 focos durante o período de estudo, isto é, cerca de 50 % a mais de focos em relação à cidade que ficou em décimo lugar. As análises de correlação interanual e mensal mostraram que os focos de calor apresentam correlação negativa com a precipitação, isto é, anos mais secos possuem maior frequência de focos de calor. O maior coeficiente de correlação de Pearson (-0,52) foi obtido para uma defasagem temporal mensal de 2 meses, isto é, embora o inverno seja a estação do ano mais seca, os máximos de focos de calor ocorrem entre setembro e outubro. Portanto, a persistência de um solo seco por cerca de 60 dias antes fornece condições em parte favoráveis para a ocorrência de queimadas, seja de forma natural ou antrópica.Universidade Federal do Rio de Janeiro2019-12-21info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttps://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/3118610.11137/2019_3_64_84Anuário do Instituto de Geociências; Vol 42, No 3 (2019); 64-84Anuário do Instituto de Geociências; Vol 42, No 3 (2019); 64-841982-39080101-9759reponame:Anuário do Instituto de Geociências (Online)instname:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)instacron:UFRJporhttps://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/31186/17664Copyright (c) 2019 Anuário do Instituto de Geociênciashttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0info:eu-repo/semantics/openAccessSantos, Brenda AlmeidaOliveira, Melissa Dias da SilvaSilva, Paola do NascimentoSantos, José Guilherme Martins dosMattos, Enrique VieiraReboita, Michelle Simões2020-07-10T01:39:29Zoai:www.revistas.ufrj.br:article/31186Revistahttps://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/indexPUBhttps://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/oaianuario@igeo.ufrj.br||1982-39080101-9759opendoar:2020-07-10T01:39:29Anuário do Instituto de Geociências (Online) - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)false
dc.title.none.fl_str_mv Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
title Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
spellingShingle Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
Santos, Brenda Almeida
Minas Gerais; Focos de calor; Satélite AQUA
title_short Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
title_full Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
title_fullStr Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
title_full_unstemmed Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
title_sort Distribuição Espaço-Temporal dos Focos de Calor no Estado de Minas Gerais
dc.creator.none.fl_str_mv Santos, Brenda Almeida
Oliveira, Melissa Dias da Silva
Silva, Paola do Nascimento
Santos, José Guilherme Martins dos
Mattos, Enrique Vieira
Reboita, Michelle Simões
author Santos, Brenda Almeida
author_facet Santos, Brenda Almeida
Oliveira, Melissa Dias da Silva
Silva, Paola do Nascimento
Santos, José Guilherme Martins dos
Mattos, Enrique Vieira
Reboita, Michelle Simões
author_role author
author2 Oliveira, Melissa Dias da Silva
Silva, Paola do Nascimento
Santos, José Guilherme Martins dos
Mattos, Enrique Vieira
Reboita, Michelle Simões
author2_role author
author
author
author
author
dc.contributor.none.fl_str_mv
dc.subject.por.fl_str_mv Minas Gerais; Focos de calor; Satélite AQUA
topic Minas Gerais; Focos de calor; Satélite AQUA
description O monitoramento de focos de calor por satélites pode ser um importante subsídio para a definição de estratégias de combate e prevenção de incêndios, bem como para a avaliação de danos ecológicos, econômicos e sociais. Como no Brasil, o conhecimento sobre a evolução espacial e temporal dos focos de calor ainda é limitado, esse estudo tem como objetivo descrever a distribuição espacial e temporal de focos de calor e avaliar as cidades com as maiores ocorrências desses focos (definido como cidades hotspots) no Estado de Minas Gerais (MG). Além disso, é analisado a correlação dos focos de calor com a precipitação. Foram utilizados 15 (2003-2017) anos de dados de focos de calor estimados por meio de dados do satélite de órbita polar Earth Observation System – AQUA. No Estado de MG, a média anual de focos de calor é de aproximadamente de 11.421 detecções, sendo esses eventos mais frequentes entre os meses de julho a outubro, isto é, entre a estação seca e início da chuvosa, com máximo mensal em setembro (3.700 focos). Em termos espaciais, a maior concentração de focos de calor ocorre nos setores norte e noroeste do Estado. Por outro lado, a maiori das cidades hotspots (locais com as maiores ocorrências de focos de calor) localizam-se no noroeste do Estado, com a cidade de Paracatu sendo a de maior frequência desses eventos, com 3.376 focos durante o período de estudo, isto é, cerca de 50 % a mais de focos em relação à cidade que ficou em décimo lugar. As análises de correlação interanual e mensal mostraram que os focos de calor apresentam correlação negativa com a precipitação, isto é, anos mais secos possuem maior frequência de focos de calor. O maior coeficiente de correlação de Pearson (-0,52) foi obtido para uma defasagem temporal mensal de 2 meses, isto é, embora o inverno seja a estação do ano mais seca, os máximos de focos de calor ocorrem entre setembro e outubro. Portanto, a persistência de um solo seco por cerca de 60 dias antes fornece condições em parte favoráveis para a ocorrência de queimadas, seja de forma natural ou antrópica.
publishDate 2019
dc.date.none.fl_str_mv 2019-12-21
dc.type.none.fl_str_mv

dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/article
info:eu-repo/semantics/publishedVersion
format article
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/31186
10.11137/2019_3_64_84
url https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/31186
identifier_str_mv 10.11137/2019_3_64_84
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/31186/17664
dc.rights.driver.fl_str_mv Copyright (c) 2019 Anuário do Instituto de Geociências
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Copyright (c) 2019 Anuário do Instituto de Geociências
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal do Rio de Janeiro
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal do Rio de Janeiro
dc.source.none.fl_str_mv Anuário do Instituto de Geociências; Vol 42, No 3 (2019); 64-84
Anuário do Instituto de Geociências; Vol 42, No 3 (2019); 64-84
1982-3908
0101-9759
reponame:Anuário do Instituto de Geociências (Online)
instname:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
instacron:UFRJ
instname_str Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
instacron_str UFRJ
institution UFRJ
reponame_str Anuário do Instituto de Geociências (Online)
collection Anuário do Instituto de Geociências (Online)
repository.name.fl_str_mv Anuário do Instituto de Geociências (Online) - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
repository.mail.fl_str_mv anuario@igeo.ufrj.br||
_version_ 1853662047618727936
score 15.301603