Impactos da hesitação vacinal na epidemiologia do sarampo/ Impacts of vacinal hesitation on measurement epidemiology

O sarampo é uma infecção altamente contagiosa causada pelo vírus Measles morbillivirus. A transmissão ocorre por vias aéreas e os principais sintomas são febre, tosse, coriza, congestão nasal e mal-estar. Em 3 a 5 dias, pode também surgir exantema abrangendo todo corpo. A profilaxia para o sarampo é...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Souza, Maria Tereza Nogueira Fonseca e, Camargos, Kamila Castro Oliveira, Guimarães, Marcela Rêda, Neves, Mariana Rodrigues de Oliveira, Alves, Cíntia Fontes
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)
Repositorio:Brazilian Journal of Health Review
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/13369
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/13369
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sarampo
Surto
Recusa de Vacinação
Infecção
Cobertura Vacinal .
Descripción
Sumario:O sarampo é uma infecção altamente contagiosa causada pelo vírus Measles morbillivirus. A transmissão ocorre por vias aéreas e os principais sintomas são febre, tosse, coriza, congestão nasal e mal-estar. Em 3 a 5 dias, pode também surgir exantema abrangendo todo corpo. A profilaxia para o sarampo é a vacinação, que é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 1990, a cobertura vacinal contra o sarampo estava acima de 95%, porém, a partir de 2016, observou-se queda nas taxas de vacinação, com declínio de 10 a 20 pontos percentuais, levando a perda da certificação de erradicação do sarampo concedida ao Brasil em 2013 pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O objetivo deste trabalho é realizar uma análise das campanhas de vacinação do sarampo para compreender o que levou ao surto dessa afecção em 2019, bem como discutir as implicações da hesitação vacinal na epidemiologia da mesma. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica sobre hesitação vacinal e epidemia de sarampo nas bases de dados BvS e PubMed, além de análise de dados disponibilizados pelo DataSUS sobre abrangência da campanha de vacinação contra o sarampo e informes epidemiológicos do Ministério da Saúde. O aumento das notificações dessa virose teve início em 2013. No período de 2013 a 2015 foram registrados 1.310 casos de sarampo no Ceará e Pernambuco. Em 2017, a cobertura da vacinação no Brasil foi de 84,9% na primeira dose e de 71,5% na segunda, índice inferior a meta de 95% preconizada pelo Programa Nacional de Imunizações. Em 2018, nos estados Amazonas e Roraima, mais de 1500 casos foram notificados e, em janeiro de 2019, foram confirmados 4.776 casos no país. Diante desses números, uma importante hipótese para o declínio da vacinação é a hesitação vacinal, nomenclatura reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2012, dada a importância do fenômeno. Ainda não há muitas publicações sobre hesitação vacinal e epidemia de sarampo no Brasil, porém a hipótese já é considerada pela Fiocruz e por comunicados do Ministério da Saúde a respeito de notícias falsas contrárias a vacinação. O fenômeno já teve relevância reconhecida no surto de sarampo ocorrido em 2000 nos EUA, onde a desconfiança de parte da população acerca dos benefícios da vacinação contribuiu para o ressurgimento da virose. Dessa forma, questiona-se se o atual surto de sarampo no Brasil se relaciona com a hesitação vacinal.