A extemporaneidade da NGB : reflexões sobre seu papel no contexto da estandardização linguística
A estandardização da língua portuguesa no Brasil é um processo fragmentado e pouco estruturado, o que dificulta a consolidação de um modelo normativo eficaz e adaptado à realidade dos falantes. A ausência de um planejamento linguístico coeso impede que a normatização ocorra de maneira contínua e rev...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/293884 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/293884 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Linguística Nomenclatura gramatical brasileira Língua portuguesa Linguistic standardization Standardology Brazilian Grammatical Nomenclature (NGB) |
| Sumario: | A estandardização da língua portuguesa no Brasil é um processo fragmentado e pouco estruturado, o que dificulta a consolidação de um modelo normativo eficaz e adaptado à realidade dos falantes. A ausência de um planejamento linguístico coeso impede que a normatização ocorra de maneira contínua e revisável, o que gera incertezas tanto no ensino da língua quanto na aplicação de suas normas em contextos formais. Nesse cenário, a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) surge como um exemplo de tentativa extemporânea de organização normativa que, por fazer parte de um processo de estandardização inconcluso, não conseguiu se firmar como um referencial eficiente. A fragilidade da NGB não reside apenas em suas falhas de concepção inicial, mas principalmente na ausência de um sistema de revisão e revalidação periódica, essencial para qualquer modelo de estandardização bem-sucedido. Ao contrário do que ocorre em línguas que possuem um mecanismo contínuo de atualização normativa, a NGB foi lançada sem que houvesse um processo consolidado de estandardização que a sustentasse, resultando em sua obsolescência precoce e em sua progressiva descredibilização. Dessa forma, este trabalho argumenta que a estandardização do português no Brasil precisa ser estruturada de maneira consistente, com diretrizes normativas claras, periodicamente revisadas e adaptadas às necessidades comunicativas da sociedade. Sem esse planejamento, qualquer tentativa isolada de normatização continuará sendo ineficaz, como demonstrado pela trajetória da NGB, que, apesar de ter sido uma iniciativa em direção à organização da língua, já nasceu fadada ao fracasso por não estar inserida em um processo sistemático de estandardização. |
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