Influência da fadiga muscular no retardo eletromecânico: uma revisão sistemática

O retardo eletromecânico (REM) é a latência entre o estímulo nervoso e o início da mobilização articular, sua duração está relacionada ao aparecimento de lesões. Embora seja muito estudada, ainda não há estudos de revisão que confirmem a provável relação entre a fadiga muscular e o REM. O objetivo d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Couto, Moisés Costa do, Oliveira, Georges Willeneuwe de Sousa
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa em Fisiologia do Exercício (IBPEFEX)
Repositorio:Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.rbpfex.com.br:article/970
Acceso en línea:https://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/970
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Electromyography
Skeletal muscle
Excitation-contraction coupling
Electromiografia
Músculo esquelético
Acoplamiento excitación-contracción
Elettromiografia
Muscolo scheletrico
Accoppiamento eccitazione-contrazione
Eletromiografia
Acoplamento excitação-contração
Descripción
Sumario:O retardo eletromecânico (REM) é a latência entre o estímulo nervoso e o início da mobilização articular, sua duração está relacionada ao aparecimento de lesões. Embora seja muito estudada, ainda não há estudos de revisão que confirmem a provável relação entre a fadiga muscular e o REM. O objetivo dessa revisão é verificar a influência da fadiga muscular no retardo eletromecânico durante contrações voluntárias de indivíduos saudáveis. Para isto, buscou-se estudos nas seguintes bases de dados: MEDLINE via PUBMED, LILACS, CINAHL, SCOPUS e WEB OF SCIENCE, utilizando os descritores “electromechanical delay AND muscle fatigue”. Foram selecionados estudos experimentais que analisaram a influência da fadiga muscular no retardado eletromecânico, não houve restrição quanto ao gênero ou idade dos avaliados, nem quanto ao músculo avaliado. Os resultados mostraram que a grande maioria das amostras era composta por jovens de ambos os sexos com até trinta anos. A contração isométrica do músculo quadríceps foi o principal método utilizado para avaliar o REM devido à grande predisposição da articulação do joelho à lesões. Dos dezenove estudos, quinze apresentaram aumento do REM após o protocolo de fadiga muscular. Isto acontece pela influência da fadiga nos mecanismos fisiológicos que causam o REM como, por exemplo, a perda de tensão dos componentes elásticos em séries e o atraso no acoplamento excitação-contração. Em conclusão, fica evidenciado que a fadiga muscular aumenta a latência do retardo eletromecânico durante contrações musculares voluntárias em indivíduos saudáveis de ambos os sexos.