Quem fala, quem cala: voz narrativa e projeto de escrita em Úrsula, de Maria Firmina dos Reis
A presente pesquisa, tomando parte do processo de resgate da vida e da obra da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), busca ampliar as possibilidades de análise da obra Úrsula. A “educação acanhada” afiançada pela própria autora em seu prólogo é ressaltada constantemente nos estudo...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/67580 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67580 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Úrsula Prólogo Narradora Prologue Narrator |
| Sumario: | A presente pesquisa, tomando parte do processo de resgate da vida e da obra da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), busca ampliar as possibilidades de análise da obra Úrsula. A “educação acanhada” afiançada pela própria autora em seu prólogo é ressaltada constantemente nos estudos biográficos e críticos de sua obra, embora Maria Firmina tenha sido a primeira mulher aprovada em concurso público no Maranhão e tenha fundado a primeira escola mista daquele estado em 1880. O olhar da crítica sobre a narrativa Úrsula e o prólogo da autora pouco ultrapassavam as análises antiescravistas e de simples afirmação da pouca habilidade da autora nessa primeira produção. Apenas recentemente, por volta de 2017, passam a surgir estudos que busquem analisar outros aspectos do livro e possíveis influências da escrita de Maria Firmina. Neste estudo, partindo do pressuposto de que há ainda facetas não exploradas no referido romance, pretendem-se analisar os pactos entre autor e leitor firmados no prólogo, buscando estabelecer o nível de consciência da autora acerca da realidade do público nacional. Passando à voz narrativa, discute-se a possibilidade de atribuição de um gênero para tal figura a partir de evidências da construção do romance. Investiga-se ainda o projeto narrativo de Maria Firmina dos Reis com base na premissa da tentativa abordada no prólogo. Por fim, a pesquisa empreenderá a análise da comunicação entre a narrativa e as influências, explícitas e implícitas, de obras e estilos do mesmo período, visando estabelecer novas interpretações acerca do enredo e construção das personagens. |
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