Ventilação não invasiva na unidade de terapia intensiva de um hospital universitário: características relacionadas ao sucesso e insucesso

O objetivo deste estudo foi descrever características de sucesso e insucesso do uso da ventilação não invasiva (VNI) na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital universitário. Trata-se de um estudo observacional prospectivo no qual foram incluídos 75 pacientes, com idade média de 58,3±18,8...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Reis, Nair Fritzen dos, Gazola, Nayala Lirio Gomes, Bündchen, Daiana Cristine, Bonorino, Kelly Cattelan
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Fisioterapia e Pesquisa
Idioma:inglés
portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/157120
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/fpusp/article/view/157120
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cuidados Críticos
Respiração Artificial
Ventilação Pulmonar
Respiración Artificial
Ventilación Pulmonar
Critical Care
Artificial Breathing
Lung Ventilation
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo foi descrever características de sucesso e insucesso do uso da ventilação não invasiva (VNI) na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital universitário. Trata-se de um estudo observacional prospectivo no qual foram incluídos 75 pacientes, com idade média de 58,3±18,8 anos. Desses, doze necessitaram do uso da VNI por mais de uma vez, totalizando 92 utilizações. Evidenciou-se que, delas, a taxa de sucesso foi de 60,9% (56). O grupo insucesso apresentou mais indivíduos do sexo masculino (p=0,006) e número maior de pacientes com diagnóstico de infecção extrapulmonar (p=0,012). Não foram encontradas diferenças entre os grupos de sucesso e insucesso nos quesitos de modo, modelo, máscara, tempo total de permanência e razões para a instalação da VNI. No grupo insucesso, a pressão positiva inspiratória nas vias aéreas (Ipap) e o volume corrente (VC) foram superiores (p=0,029 e p=0,011, respectivamente). A saturação periférica de oxigênio (p=0,047), o pH (p=0,004), base excess (p=0,006) e o bicarbonato (p=0,013) apresentaram valores inferiores. Concluiu-se que os indivíduos do sexo masculino com diagnóstico de infecção extrapulmonar e que evoluíram com acidose metabólica evoluíram com mais insucesso na utilização da VNI. Esses, necessitaram de parâmetros elevados de Ipap e VC.