Estratégias de estudo de músicos com Distonia focal : análise de três entrevistas e auto relato

Distonia focal é uma desordem neurológica do movimento que pode ser altamente incapacitante afetando de maneira importante a vida, carreira professional e práticas interpretativas dos músicos. Segundo pesquisas a distonia focal pode manifestar-se em até 1% dos músicos. O objetivo principal da presen...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Romero, Hugo Armando Peña
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/151418
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/151418
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Músico
Distonia focal
Flautistas
Reaprendizagem motora
Reaprendizagem
Estratégia
Focal dystonia in musicians
Focal dystonia in flutists
Motor relearning
Relearning strategies
Descripción
Sumario:Distonia focal é uma desordem neurológica do movimento que pode ser altamente incapacitante afetando de maneira importante a vida, carreira professional e práticas interpretativas dos músicos. Segundo pesquisas a distonia focal pode manifestar-se em até 1% dos músicos. O objetivo principal da presente pesquisa foi investigar as estratégias de estudo utilizadas por três músicos profissionais com distonia focal (dois flautistas e um violinista). Adicionalmente se realizou um auto relato, no qual o autor (que também sofre da doença) descreve e analisa seu processo, focalizando-se nos mesmos aspectos investigados nas entrevistas. Os resultados obtidos foram confrontados com a literatura sobre o tema, a experiência pessoal do autor e com as respostas proporcionadas por um músico, neurologista e especialista em distonia focal (por meio de uma outra entrevista). A coleta de dados dos participantes foi realizada através de entrevistas semiestruturadas. Os resultados obtidos apontam que o uso das estratégias de estudo é variado e individualizado conforme: as características particulares de cada caso, gravidade da doença, instrumento interpretado, o processo pessoal com a doença, as expectativas pessoais, etc. Porém, a pesquisa destaca a importância da terapia física para desenvolver novas habilidades motoras interpretativas e também a utilização de terapia psicológica para reduzir os níveis de ansiedade no estabelecimento de uma nova relação com o instrumento. Dentre as estratégias musicais encontradas para lidar com a doença estão: adequações no repertorio de estudo, práticas musicais paralelas e modificações no instrumento.