O trabalho agrícola dos jovens: o PETI (2004, 2011), a ANTDJ 2011 e os alunos do CEFFA Rei Alberto I
Esta dissertação tem como tema o trabalho agrícola dos jovens e se propõe contrastar e discutir representações sobre a prevenção e erradicação do trabalho infantil, a agenda do trabalho decente da juventude e o trabalho como princípio de formação na Pedagogia da Alternância. Depois de uma revisão bi...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/21266 |
| Acesso em linha: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/21266 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Sociologia trabalho agrícola crianças e jovens Pedagogia da Alternância agriculture work children and youngsters alternation pedagogy |
| Resumo: | Esta dissertação tem como tema o trabalho agrícola dos jovens e se propõe contrastar e discutir representações sobre a prevenção e erradicação do trabalho infantil, a agenda do trabalho decente da juventude e o trabalho como princípio de formação na Pedagogia da Alternância. Depois de uma revisão bibliográfica por meio do fichamento de textos, foram selecionados três documentos de políticas públicas publicados entre 2004 e 2011 para serem codificados e analisados: dois da Política Pública para a prevenção e erradicação do trabalho infantil e um da Agenda de trabalho decente da juventude. Também foi realizado um trabalho de campo no Centro Familiar de Formação por Alternância - Colégio Estadual Agrícola (CEFFA) Rei Alberto I na localidade de São Lourenço em Nova Friburgo no Estado do Rio de Janeiro, o qual consistiu na aplicação de um formulário de perguntas abertas dirigido aos alunos do Ensino Fundamental (7º, 8º e 9º ano) e médio (1º, 2º e 3º ano) e na obtenção de algumas sínteses dos planos de estudo de algumas das turmas. Com os documentos no formato PDF e as respostas dos formulários transcritas na ferramenta Google docs, os documentos foram lidos e neles codificados enunciados por meio do software Atlas.ti, e nos formulários, as respostas foram codificadas em uma tabela de Excel. Assim a analise quali-quantitativa dos resultados é aqui apresentada em imagens, tabelas e gráficos. Os resultados permitem concluir, em primeiro lugar, que as representações podem ser analisadas na sua cristalização em documentos. Nos que dirigem ações do estado no nível nacional, as representações do trabalho na agricultura têm a ver com as mudanças econômico-sociais e com acordos internacionais que definem problemas e algumas tensões quando propõem uma lógica de preparo de adultos produtivos em qualquer nível da economia industrial, a qual começa com as crianças protegidas, de práticas de exploração, na escola e nos serviços sociais; continua com os adolescentes escolarizados, se profissionalizando e realizando trabalhos aceitáveis, e termina com os jovens profissionais e em atividades produtivas. E também, está relacionado com uma sensibilidade perante a desproteção e falta de garantia dos direitos das crianças e adolescentes numa economia industrializada. Essa lógica e sensibilidade paternalista, parece reproduzir-se em Nova Friburgo, onde as representações do trabalho na agricultura têm a ver com práticas rotineiras e fundamentais na vida dos jovens, relacionadas também com as mudanças econômico-sociais da agricultura brasileira que implicam transformações nos conhecimentos sobre as atividades agrícolas, nas relações entre homem e natureza, nos papéis sociais e nas expectativas e projetos de vida, entre outros aspectos. Em segundo lugar, ainda que o trabalho seja considerado como princípio educativo na Pedagogia da Alternância, a realidade do CEFFA Rei Alberto I em Nova Friburgo onde as relações com o ecossistema vêm sendo desvinculadas pelo uso das máquinas na produção agrícola focada no mercado e a escolaridade e profissionalização parecem se afastar cada vez mais dos saberes agrícolas, sugere que alternativas de sociedade e educação que se resistem à exploração pelo capital requerem organização e participação social onde, além dos fortes vínculos sociais, e que as reivindicações comunitárias entrem na agenda do Estado. |
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