Efeito da hipoxia e alta temperatura na modulação da hemocianina no caranguejo Neohelice granulata

O caranguejo Neohelice granulata encontra-se naturalmente exposto em seu habitat a condições variadas de temperatura e concentração de oxigênio dissolvido na água. Fatores abióticos são conhecidos por afetar a afinidade dos pigmentos respiratórios pelo oxigênio nos animais, incluindo crustáceos. Por...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Ayres, Bruna Soares
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Repositorio:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.furg.br:1/8109
Acceso en línea:http://repositorio.furg.br/handle/1/8109
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Biologia
Fisiologia
Crustáceos
Caranguejo
Neohelice granulata
Oxihemocianina
Hipóxia
Temperatura
Lactato
Moduladores
Biology
Crustaceans
Crab
Oxyhemocyanin
Temperature
Modulators
Lactate
Physiology
Descripción
Sumario:O caranguejo Neohelice granulata encontra-se naturalmente exposto em seu habitat a condições variadas de temperatura e concentração de oxigênio dissolvido na água. Fatores abióticos são conhecidos por afetar a afinidade dos pigmentos respiratórios pelo oxigênio nos animais, incluindo crustáceos. Portanto, o objetivo desta dissertação foi verificar quais as possíveis respostas fisiológicas de N. granulata na modulação da hemocianina em exposição a hipóxia e alta temperatura. Para isso os animais foram submetidos a altas temperaturas e foi avaliado a mortalidade em 96h. Além disso, os animais foram expostos a diferentes temperaturas (20°C e 30°C) simultaneamente a diferentes concentrações de oxigênio (6mgO2L e 3mgO2L) por 24 e 96h e posteriormente expostos a 4h hipóxia severa (1mgO2L), sendo analisados a concentração de oxihemocianina, íons e lactato hemolinfático. Em relação a mortalidade, os animais expostos a 36ºC e 35ºC atingiram 100% de mortalidade, enquanto a 34ºC a mortalidade máxima foi de 23,3% em 96 horas; a 33ºC não foi observada mortalidade. Em relação a exposição temporal, apesar de haver alterações iônicas não ocorreu variação na oxihemocianina em ambas condições. Animais aclimatados a 30°C e 6mgO2L e posteriormente expostos a 1mgO2L houve uma queda nas concentrações de oxihemocianina, magnésio e lactato enquanto em animais aclimatados a 30°C e 3mgO2L e posteriormente expostos a 1mgO2L ocorreu um aumento no lactato e na oxihemocianina. Os íons de cálcio, cloreto e magnésio não parecem estar relacionados como moduladores nestas condições enquanto que o aumento do lactato demonstrou uma relação com o aumento da oxihemocianina. Embora esses íons sejam moduladores em outras espécies de crustáceos, nas condiçõesexperimentais aplicadas não alterou os níveis de oxihemocianina, enquanto o lactato demonstrou ser um possível modulador para esta espécie quando os animais previamente aclimatados a alta temperatura e em hipóxia moderada e posteriormente expostos a uma hipóxia severa.