Vocalizações subaquáticas e fenômenos não lineares em focas antárticas
Pinípedes produzem uma variedade de sons subaquáticos que frequentemente são relacionados com atividades reprodutivas e interações sociais. Diversas espécies de focas apresentam evidências de vocalizações com variações geográficas e individuais. A maioria dos trabalhos com focas estudou o repertório...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/10805 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10805 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bioacoustics pinnipeds Lobodontines acoustic repertoire Antartic Bioacústica pinípedes repertório acústico Antártica Zoologia |
| Sumario: | Pinípedes produzem uma variedade de sons subaquáticos que frequentemente são relacionados com atividades reprodutivas e interações sociais. Diversas espécies de focas apresentam evidências de vocalizações com variações geográficas e individuais. A maioria dos trabalhos com focas estudou o repertório em ambiente terrestre e com olhares para as análises lineares. Entretanto, algumas características das vocalizações não podem ser explicadas apenas com análises lineares ou levando em conta apenas uma parte da vida do animal. Os fenômenos não lineares (FNLs) presentes em vocalizações (banda lateral, harmônico, sub-harmônico, bifonação, pulos de frequência e caos determinístico) ainda são pouco estudados. Dada a importância deste fenômeno nas vocalizações para o reconhecimento individual, principalmente em mamíferos sociais, este trabalho buscou estudar as vocalizações subaquáticas de focas antárticas, visando conhecer seu repertório vocal e seus FNLs, bem como discutir a possível função dos mesmos. Em 2013, a Marinha do Brasil realizou gravações acústicas na Ilha Meia Lua na Antártica. Nesta coleta foram registrados 128GB de arquivos de som nos dias entre 12 e 30 de novembro, totalizando 7.448 arquivos de 3 minutos cada. Nestas gravações foi constatada a presença de focas pertencentes à Tribo Lobodontini. Contatou-se também a presença de 15 tipos de vocalizações no período entre os dias 12 a 16/novembro. Em todos os dias que houve gravações de focas foi observado um padrão nos tipos L, K e E, organizados na sequência K, L e E, respectivamente. Após a inspeção visual de todos os arquivos, foram encontrados pulos de frequência, bifonações, harmônicos, bandas laterais e caos determinístico em nove tipos de vocalizações (A, C, E, F, K, L, M, N e O). As não linearidades foram abundantes em todos os arquivos, estando presentes em 75,56% (N=1829) das vocalizações. O caos determinístico foi o mais comumente observado, estando presente em 53,86% das feições não lineares e 43,08% das vocalizações em geral. Levando em conta apenas as vocalizações tonais, 88,85% das vocalizações foram não lineares. A repetição do padrão KLE parece apresentar uma função de reconhecimento. Os FNLs, principalmente os do tipo caos determinístico, estiveram muito presentes nas vocalizações estudadas, indicando que este tipo de emissão possui uma função importante na comunicação. Além disso, estes parecem pertencer ao repertório acústico padrão de Lobodontines antárticos. |
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