Transbordamentos da prisão: redes de assistência religiosa e a tessitura de mundos a partir do dispositivo prisional

Esta tese trata sobre a expansão da malha prisional em sua articulação com a gestão do conflito urbano. Essa articulação é nomeada como um \"transbordamento da prisa?o\", abordado por meio das trajetórias de vida de pessoas que passaram pelo cárcere e que se engajam nas tramas político-ins...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Carvalho, Ada Rízia Barbosa de
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13082025-130539
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-13082025-130539/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Engagements
Engajamentos
Overflow
Prisão
Prison
Religião
Religion
Resocialization
Ressocialização
Transbordamento
Descrição
Resumo:Esta tese trata sobre a expansão da malha prisional em sua articulação com a gestão do conflito urbano. Essa articulação é nomeada como um \"transbordamento da prisa?o\", abordado por meio das trajetórias de vida de pessoas que passaram pelo cárcere e que se engajam nas tramas político-institucionais formadas em seu entorno. São considerados de modo particular coletivos evangélicos que circulam cotidianamente por unidades prisionais, unidades de internação, entre outras instituições do espectro prisional, prestando assistência religiosa, material e afetiva a pessoas presas e suas famílias. Para tanto, lança-se mão da metodologia etnográfica. Ao seguir as linhas de vida de personagens urbanas, desde a cidade de Maceió/AL, em suas circulações por diferentes instituições prisionais, parte-se de uma compreensão não estanque dessas instituições. São compostos relatos descritivos que reconstituem suas trajetórias, seus engajamentos e atravessamentos por diferentes espaços de carcerização. Tais personagens são compreendidas enquanto mediadoras e conectoras da dispersão da prisão por diferentes territórios urbanos. Argumenta-se que, por um lado, tais engajamentos se constituem enquanto uma engrenagem que mantém e sustenta a prisão, compondo o dispositivo prisional. Por outro, a prisão se constitui como um vetor que continua a orientar suas vidas e possibilidades de reintegração pós-cárcere