A imaginação e a palavra : leitura sob a perspectiva da poética de Gaston Bachelard

Esta pesquisa tem como objetivo promover reflexões que ressignifiquem a imaginação no ato de ler, considerando-a um exercício de liberdade, que predispõe o indivíduo a estar na língua escrita por meio da leitura. Para alcançar este objetivo, por meio de uma pesquisa qualitativa exploratória, primeir...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cavion, Elaine Pasquali
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/259837
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/259837
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Bachelard, Gaston, 1884-1962
Literatura
Leitura
Literature
Reading practices
Imagination
Poetics
Descrição
Resumo:Esta pesquisa tem como objetivo promover reflexões que ressignifiquem a imaginação no ato de ler, considerando-a um exercício de liberdade, que predispõe o indivíduo a estar na língua escrita por meio da leitura. Para alcançar este objetivo, por meio de uma pesquisa qualitativa exploratória, primeiramente descrevi o contexto de onde partiram meus questionamentos a respeito da imaginação, levando-me à análise da teoria do imaginário de Gaston Bachelard. Com isso, busquei mostrar como os preceitos estudados podem ser relacionados às práticas de leitura, fornecendo suporte para pensar o papel da imaginação na aproximação entre leitores e livros. Em seguida, partindo desses pressupostos teóricos, desenvolvi uma reflexão sobre como as práticas de leitura mediadas têm o potencial de contribuir para a função da imaginação criadora. Para tanto, analisei a metodologia empregada nessas ações, narrativas que as permearam e suas repercussões. Deste modo, foi possível pontuar como as práticas contribuem para garantir o tempo e o espaço da leitura literária e dimensionar a importância de sistematizar suas continuidades. Por fim, analisei a relevância da imaginação criadora na disposição para a leitura de literatura, onde assinalo que o ato da leitura não apresenta necessária equivalência com o fato do leitor reconhecer a si mesmo como sujeito imaginante, o que implica a vontade de ler e o desenvolvimento do gosto pela leitura. Os desdobramentos das análises realizadas colocam em foco elementos necessários à função de imaginar, como poética, imagem literária, devaneio e criação, também destacando-se o papel do leitor nesse contexto.