Avaliação da ação do galato de metila na gota induzida por cristais de urato monossódico em camundongos
A gota é uma inflamação articular aguda comum causada pela deposição de cristais de urato monossódico (MSU) nas articulações de indivíduos com quadro de hiperuricemia. A fisiopatologia da gota é caracterizada pela ativação do inflamassoma NLRP3 em resposta ao estresse na membrana celular causado pel...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/69130 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/69130 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Gota Galato de Metila Inflassoma |
| Sumario: | A gota é uma inflamação articular aguda comum causada pela deposição de cristais de urato monossódico (MSU) nas articulações de indivíduos com quadro de hiperuricemia. A fisiopatologia da gota é caracterizada pela ativação do inflamassoma NLRP3 em resposta ao estresse na membrana celular causado pela fagocitose do cristal de MSU por macrófagos e sinoviócitos, que leva à clivagem da pró-IL-1ß em IL-1ß, recrutando monócitos e neutrófilos para a cavidade articular. Esse processo inflamatório é dependente da ativação de receptores de membrana, como o TLR4 que desencadeia a via de ativação do fator de transcrição NF-kB, o receptor P2X7, ativado por ATP extracelular, que altera o equilíbrio iônico celular e permite a formação de poros piroptóticos na membrana celular, e de receptores citosólicos do tipo NOD. A gota é tratada com antiinflamatórios não esteroides (AINEs), colchicina e corticosteroides, porém seus efeitos colaterais dificultam a adesão ao tratamento, o que demonstra a necessidade da obtenção de substâncias com potencial anti-inflamatório e efeitos colaterais reduzidos. O galato de metila (GM) é um composto fenólico amplamente distribuído em plantas, como Schinus terebinthifolius Raddi (Anacardiaceae), Rhus chinensis (Anacardiaceae), Rosa rugosa Thunb (Rosaceae) e Givotia rottleriformis Griff (Euphorbiaceae). Em modelos murinos de artrite induzida por zimosan, o GM atenua a resposta inflamatória inibindo a produção de IL-6, IL-1B, TNF-a, CXCL-1 (KC), PGE2, LTB4, a quimiotaxia e a adesão de neutrófilos e a ativação de macrófagos. Em macrófagos murinos estimulados in vitro com ligantes de TLR2 e TLR4, o GM inibiu a ativação de fatores de transcrição como NF-kB, c-Jun e c-Fos. No presente estudo, avaliamos o efeito do GM sobre o modelo murino de gota experimental, avaliando sua atividade sobre parâmetros inflamatórios in vivo e in vitro Em macrófagos murinos estimulados in vitro com ligantes de TLR2 e TLR4, o GM inibiu a ativação de fatores de transcrição como NF-kB, c-Jun e c-Fos. No presente estudo, avaliamos o efeito do GM sobre o modelo murino de gota experimental, avaliando sua atividade sobre parâmetros inflamatórios in vivo e in vitro. Em macrófagos murinos, estimulados com MSU, o GM inibiu a produção de IL-6 e IL-1ß. Em macrófagos peritoneais estimulados com ATP, o GM inibiu a formação de poros na membrana celular e produção de IL-1ß induzidos pela ativação do receptor P2X7. Em ensaios in vivo, o GM inibiu a formação de edema e migração de leucócitos induzidos pela injeção intra-articular de cristais de MSU. Os resultados apresentados mostram que o GM é capaz de inibir o processo inflamatório presente na gota experimental. |
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