Perfil dietético de pessoas com transtorno mental grave e sua associação com indicadores de saúde cardiovascular

Pessoas com transtorno bipolar (TAB), transtorno depressivo maior (TDM) e esquizofrenia (ESQ) se enquadram em um grupo de doenças denominado transtornos mentais graves (TMG), nomenclatura usada por estarem associados à incapacidade, sofrimento e mortalidade precoce. Pessoas com TMG têm duas vezes ma...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Erica Vanessa Batista dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Santo Amaro (UNISA)
Repositorio:Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:dspace.unisa.br:123456789/2866
Acceso en línea:http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2866
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Transtorno Mental Grave
Nutrição
Consumo Alimentar
Recomendações Nutricionais
Descripción
Sumario:Pessoas com transtorno bipolar (TAB), transtorno depressivo maior (TDM) e esquizofrenia (ESQ) se enquadram em um grupo de doenças denominado transtornos mentais graves (TMG), nomenclatura usada por estarem associados à incapacidade, sofrimento e mortalidade precoce. Pessoas com TMG têm duas vezes mais probabilidade do que a população em geral de morrer de uma doença do sistema circulatório e são mais propensas a desenvolver hábitos alimentares atípicos. O estilo de vida, particularmente a nutrição, emergiu como uma estratégia eficaz para prevenir e tratar doenças cardiovasculares, e também está emergindo como uma estratégia não farmacológica para prevenir e tratar transtornos mentais. Objetivos: Identificar o consumo calórico, de alimentos in natura ou minimamente processados e ultraprocessados de pessoas com TMG e verificar se estes se aproximam das recomendações da Organização Mundial da Saúde. Adicionalmente, objetivamos verificar a relação desse consumo alimentar com indicadores cardiovasculares (peso, IMC, colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos, glicemia pós-prandial). Métodos: Estudo transversal, observacional e analítico, com pessoas atendidas em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e no Ambulatório de Psiquiatria da Unisa com diagnóstico confirmado de TAB, ou TDM ou ESQ. Um nutricionista experiente coletou informações gerais (altura, peso, sexo e idade), bem como específicas, utilizando o questionário de frequência alimentar (QFA) e questionário de apetite emocional (QUEAPEM). Considerando as quantidades/porções reportadas dos últimos 12 meses, calculou-se Kcal (Software Webdiet), considerando medidas caseiras e as referências da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO). Perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos) e glicemia pós-prandial foram medidos por meio de amostras de sangue. Os testes de Shapiro-Wilk e Levene determinaram a normalidade e a igualdade de variâncias. Os dados dos Questionários de Frequência Alimentar e do Questionário de Apetite Emocional apresentam características não paramétricas. A comparação entre os grupos (TAB, ESQ e TDM) foi feita por ANOVA one-way (dados paramétricos) ou Kruskal-Wallis (dados não paramétricos). Foi realizada correlação de Pearson (dados paramétricos) ou de Spearman (dados não paramétricos). O nível de significância foi estabelecido em p ≤ 0,05. Resultados: Todas as avaliações incluíram um total de 84 pacientes com TMG. Altura, peso, IMC e idade apresentaram valores semelhantes para variáveis antropométricas. Homens e mulheres estavam presentes em todos os grupos. Para Kcal de alimentos processados ou ultraprocessados e HDL verificamos uma correlação negativa e significante (rho = -0.296*; p = 0.037). Discussão: Demonstramos que o grupo ESQ teve redução de consumo alimentar nas respostas relacionadas às situações negativas. Observou-se que o consumo calórico de APs e AUPs ultrapassaram a média de consumo nacional de 11,28% e 19,69 para os APs e AUPs, respectivamente. Conclusão: Todos os grupos participantes desta pesquisa apresentaram elevado consumo de AP e ultraprocessados e preferência por alimentos com maior densidade calórica, ricos em carboidratos e lipídeos.