Encruzilhadas Uterinas: escrevivências da senioridade de mulheres negras no candomblé de Ketu e seus atravessamentos

O movimento ancestral matriarcal que conduz o candomblé por gerações é caracterizado por tessituras coletivas de grandes mães que geram, além de filhos de seu próprio sangue, filhos que Orixá lhes concede; mas, como parte do movimento colonizador, a comunidade de terreiro passa por um movimento de e...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Steff Gabrielle Bispo da [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/260249
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/260249
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Candomblé
Encruzilhada
Ancestralidade
Subjetividade
Escrevivência
Crossroad
Ancestry
Subjectivity
Descripción
Sumario:O movimento ancestral matriarcal que conduz o candomblé por gerações é caracterizado por tessituras coletivas de grandes mães que geram, além de filhos de seu próprio sangue, filhos que Orixá lhes concede; mas, como parte do movimento colonizador, a comunidade de terreiro passa por um movimento de embranquecimento. O candomblé é uma religião criada no Brasil, fruto da luta de um povo para a conservação de sua cultura, tendo exercido um importante papel histórico e político na constituição societária e identitária do povo negro, no país. O presente projeto propõe escrevivências com mulheres negras líderes de terreiros de candomblé de Ketu, sobre a vida cotidiana no candomblé, com um olhar interseccional atento aos atravessamentos de raça, gênero e classe. Com ouvidos cuidadosos, numa política de escrita em primeira pessoa, a pesquisadora escrevive histórias que também a atravessam, com um olhar de dentro para dentro, conservando a potência de vivências ancestrais que perpassam gerações e ganham força, nas vozes da senioridade. Aqui, a história é da mulher preta.