Cobertura e oportunidade vacinal em crianças nascidas no período pandêmico de COVID-19 (2022): um inquérito vacinal em Dois Irmãos do Buriti/MS
A vacinação infantil é uma das intervenções mais eficazes e custo-efetivas da saúde pública, sendo fundamental para a prevenção de doenças imunopreveníveis. Contudo, o Brasil tem enfrentado uma preocupante queda nas coberturas vacinais, agravada por fatores como a hesitação vacinal, desinformação, d...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/71004 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/71004 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Inquérito epidemiológico Cobertura vacinal Hesitação vacinal Esquema de imunização Vacinas Epidemiological survey Vaccination coverage Vaccine hesitancy Immunization schedule Vaccines Inquéritos Epidemiológicos Cobertura Vacinal Hesitação Vacinal Esquemas de Imunização 03 Saúde e Bem-Estar 10 Redução das desigualdades 17 Parcerias e meios de implementação |
| Sumario: | A vacinação infantil é uma das intervenções mais eficazes e custo-efetivas da saúde pública, sendo fundamental para a prevenção de doenças imunopreveníveis. Contudo, o Brasil tem enfrentado uma preocupante queda nas coberturas vacinais, agravada por fatores como a hesitação vacinal, desinformação, desigualdades de acesso e impactos da pandemia da COVID19. Em resposta a esse cenário, o presente estudo teve como objetivo analisar a cobertura vacinal de crianças nascidas em 2022 no município de Dois Irmãos do Buriti (MS), identificando fatores associados à não adesão ao esquema vacinal completo e propondo soluções práticas para fortalecer as ações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Foi realizado um Inquérito de Cobertura Vacinal (ICV) com 130 crianças, selecionadas a partir do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). A coleta de dados ocorreu em novembro de 2024, com visitas domiciliares conduzidas por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) capacitados. Foram utilizados questionários estruturados e análise das cadernetas de vacinação, tendo como foco as vacinas Pentavalente, Poliomielite, Pneumocócica 10-valente e Tríplice Viral. A análise estatística incluiu testes de associação entre variáveis socioeconômicas e a situação vacinal. Os resultados revelaram discrepâncias significativas entre os dados administrativos e os dados do inquérito, evidenciando subnotificação e baixa cobertura vacinal, especialmente em áreas indígenas e rurais. A cobertura do esquema básico foi de 45,1% na zona urbana e apenas 25,7% nas comunidades indígenas. Entre os fatores analisados, a posse de motocicleta apresentou associação significativa com o esquema vacinal completo (p=0,048), sugerindo o impacto do transporte no acesso aos serviços. A escolaridade dos responsáveis e a raça/cor também influenciaram os índices vacinais, sendo menores entre indígenas. Apesar das limitações metodológicas, como perda amostral e ausência de abordagem qualitativa, os achados reforçam a importância de ações intersetoriais que ampliem o acesso à vacinação e enfrentem desigualdades sociais e territoriais. Como produto técnico-tecnológico, foi desenvolvido um instrumento de verificação do cartão de vacinação, voltado aos ACS, com o objetivo de facilitar a conferência das doses aplicadas, identificar falhas no esquema vacinal e promover o encaminhamento adequado das crianças às unidades de saúde. O protocolo se propõe a qualificar o trabalho dos ACS, fortalecer o vínculo com as famílias e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município, alinhando-se às metas do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS). Este Trabalho de conclusão de Mestrado é fruto do Programa de Pós-graduação stricto sensu Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE). |
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