Transmissão de begomovírus por Bemisia tabaci Mediterranean e levantamento de espécies crípticas e vírus associados em estufas de pimentão e tomate no estado de São Paulo

As moscas brancas do complexo de espécies crípticas Bemisia tabaci causam severos danos na agricultura devido ao seu hábito polífago e por serem vetoras de diversos vírus, como dos gêneros Begomovirus e Crinivirus. No Brasil, B. tabaci Middle East-Asia Minor 1 (MEAM1) é a espécie críptica predominan...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Cíntia Sabino [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/255377
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/255377
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bemisia tabaci
Begomovírus
Crinivírus
Solanum lycopersicum
Capsicum annuum
Descripción
Sumario:As moscas brancas do complexo de espécies crípticas Bemisia tabaci causam severos danos na agricultura devido ao seu hábito polífago e por serem vetoras de diversos vírus, como dos gêneros Begomovirus e Crinivirus. No Brasil, B. tabaci Middle East-Asia Minor 1 (MEAM1) é a espécie críptica predominante desde 1990. A espécie críptica B. tabaci Mediterranean (MED) foi detectada no país em 2014, e desde então, altas infestações do inseto têm sido reportadas em estufas de solanáceas em várias regiões do estado de São Paulo. Após a invasão de B. tabaci MED, muitas dúvidas surgiram sobre a epidemiologia das doenças causadas por vírus transmitidos por mosca branca. Os principais objetivos do trabalho foram avaliar a eficiência de transmissão dos begomovírus tomato severe rugose virus (ToSRV) e tomato rugose mosaic virus (ToRMV) para plantas de tomate e do bean golden mosaic virus (BGMV) para plantas de feijão, por B. tabaci MEAM1 e quatro populações de B. tabaci MED, e verificar a incidência de espécies crípticas de mosca branca e vírus associados em estufas de tomate e pimentão no estado de São Paulo. Os resultados demonstraram que B. tabaci MEAM1 é uma excelente vetora de begomovírus e foi capaz de transmitir o ToSRV e o ToRMV para tomateiros e o BGMV para feijoeiro com alta eficiência. B. tabaci MED não foi capaz de transmitir o ToSRV e o ToRMV para plantas de tomate. Apenas uma população de B. tabaci MED foi capaz de transmitir BGMV para uma planta de feijão, o que demonstra que a espécie pode transmitir o vírus com uma baixa eficiência. Ao avaliar a aquisição dos vírus pelo inseto, observou-se que tanto B. tabaci MEAM1 como B. tabaci MED são capazes de adquirir o ToSRV, ToRMV e BGMV. Para verificar o avanço da espécie críptica MED e vírus em ambiente de cultivo protegido de tomate e pimentão, foram feitas coletas de folhas e moscas brancas em diferentes municípios produtores no estado de São Paulo. Os resultados demonstraram predominância de B. tabaci MED nas duas culturas, maior incidência de crinivírus em tomate do que em pimentão e ausência de begomovírus nas estufas analisadas. Esses resultados corroboram com os dados obtidos nos ensaios de transmissão e aquisição, e sugerem que a prevalência de B. tabaci MED pode alterar o cenário de ocorrência de vírus nessas culturas no estado de São Paulo.