A Mancipatio : das origens arcaicas à Imaginaria Venditio
Dentre os atos do direito quiritário realizados por meio do bronze e da balança, a mancipatio é o que exerceu mais forte influência nos períodos posteriores do direito romano. Tal asserção é comprovada pelas reiteradas menções do ritual nas Institutas de Gaio, obra que contém diversas passagens nas...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-26092022-083324 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2141/tde-26092022-083324/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Imaginaria venditio Mancipatio Res mancipi Direito romano Roman law |
| Sumario: | Dentre os atos do direito quiritário realizados por meio do bronze e da balança, a mancipatio é o que exerceu mais forte influência nos períodos posteriores do direito romano. Tal asserção é comprovada pelas reiteradas menções do ritual nas Institutas de Gaio, obra que contém diversas passagens nas quais a mancipatio é tratada como mecanismo formal destinado ao atingimento de variadas finalidades. Gaio a ilustra em termos de venda imaginária (imaginaria quaedam venditio), informação que ao somar-se à descrição de sua execução (a qual, segundo o jurisconsulto clássico, requeria a presença das partes alienante e adquirente, de cinco testemunhas e de um portador da balança, bem como a prolação de fórmulas solenes e a consecução de comportamentos ritualísticos), instiga o intérprete a investigar a possível existência de um arquétipo primigênio no qual tais elementos não seriam meros aparatos simbólicos, e que teria sofrido o influxo das transformações promovidas pelos jurisprudentes ao longo de centenas de anos, os quais a articularam às demandas jurídicas da civilização romana. Na primeira parte do trabalho disserta-se acerca das origens arcaicas da mancipatio, focalizando-se essencialmente nas hipóteses sobre as razões fundamentais que apartam as res mancipi das nec mancipi e nas origens, estrutura e função genética do rito; na segunda parte, perscruta-se pelo processo histórico multifacetado que transmutou o antigo arquétipo originário na conhecida estrutura simbólica que influenciou o ethos jurídico de diversos setores do direito privado romano. Nesse iter centenário é preciso destacar a importância e a polivalência das camadas de transformação que encaminharam o ritual para a qualificação gaiana de imaginaria venditio. |
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