Racionalismo e Sentimentalismo na Filosofia Moral Britânica Moderna: Argumentos Analógicos e Fenomenologia

A disputa entre racionalistas e sentimentalistas ditou o tom do debate sobre a natureza da moralidade entre os filósofos britânicos do período moderno (do início do século XVII até o final do século XVIII). Enquanto racionalistas defenderam que distinções morais são oriundas de um uso adequado de no...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Ribeiro, Leonardo de Mello
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Repositorio:Dissertatio - Revista de Filosofia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.ufpel:article/18041
Acceso en línea:https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/dissertatio/article/view/18041
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:British Moral Philosophy
Rationalism
Sentimentalism.
Filosofia Moral Britânica
Racionalismo
Sentimentalismo
Descripción
Sumario:A disputa entre racionalistas e sentimentalistas ditou o tom do debate sobre a natureza da moralidade entre os filósofos britânicos do período moderno (do início do século XVII até o final do século XVIII). Enquanto racionalistas defenderam que distinções morais são oriundas de um uso adequado de nossas capacidades racionais e são representativas de verdades e falsidades, sentimentalistas defenderam que distinções morais são oriundas de nossas capacidades sentimentais e são disposições para agir. Estas são duas caracterizações, em larga medida, ontológicas acerca da natureza da moralidade. Porém, parte dessa discussão ontológica entre tais autores é apresentada através de formas indiretas de argumentação. Um tipo de argumentação indireta que pode ser identificada em tal literatura parte de uma perspectiva fenomenológica compartilhada da experiência moral e fornece uma analogia com a experiência de outras atividades humanas. Do ponto de vista racionalista, encontramos a analogia da experiência de formulação de juízos morais com a experiência do raciocínio matemático, enquanto que na literatura sentimentalista a analogia é formulada em relação à experiência da contemplação e fruição estéticas. Após discutir e comparar vários detalhes desse debate, nossa conclusão será a de que, por um lado, o uso argumentativo das analogias é, em grande medida, inconclusivo. Mas, a despeito disso, por outro lado, apresentaremos razões para se crer que a analogia matemática é mais problemática do que a analogia estética.