Plecoptera (Insecta) em riachos da Estação Biológica de Santa Lúcia, Espírito Santo, Brasil: distribuição espacial, sazonal e preferência por substratos
O presente estudo foi realizado no período de julho de 2008 a junho de 2009, com coletas bimestrais de imaturos de Plecoptera (Insecta), dos tipos manual com pinça e peneira, em cinco riachos da Estação Biológica de Santa Lúcia, no Município de Santa Teresa, Estado do Espírito Santo. Realizaram-se a...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/10745 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10745 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | ecologia de Plecoptera inventário Plecópteros Neotropicais ecology of Plecoptera inventory Neotropical stoneflys Zoologia |
| Sumario: | O presente estudo foi realizado no período de julho de 2008 a junho de 2009, com coletas bimestrais de imaturos de Plecoptera (Insecta), dos tipos manual com pinça e peneira, em cinco riachos da Estação Biológica de Santa Lúcia, no Município de Santa Teresa, Estado do Espírito Santo. Realizaram-se amostragens em quatro tipos de substratos (areia, folhiço, rocha e musgo) fim de estimar por qual tipo de substrato os imaturos de Plecoptera possuíam preferência. Realizou-se ainda a medição do indivíduo com o tipo de substrato, a fim de relacionar a idade da ninfa (através do tamanho total) com o tipo de substrato. As ninfas em estágios avançados de desenvolvimento foram criadas a fim de se obterem os adultos, e conseqüentemente, realizar a identificação das espécies, bem como relacionar os sexos e os estágios de vida. Os imaturos os quais não houve possibilidade de identificar em nível de espécie permaneceram morfotipados. Para a análise da influência do meio físico-químico com a sazonalidade e distribuição espacial, mensurou-se em cada local de coleta, as variáveis abióticas e atmosféricas. Analisou-se também a diversidade dos pontos de coleta relacionando com a ordem de grandeza do córrego estudado. Por fim, verificou-se a presença de organismos epibiontes sobre as ninfas, a fim de complementar as informações acerca de relações interespecíficas entre plecópteros e outros invertebrados aquáticos. Foram encontradas as duas famílias reportadas para o Brasil: Perlidae e Gripopterygidae. A família Perlidae foi mais representativa, abrangendo 84,7% da amostra, com os gêneros Kempnyia (78,6%), Anacroneuria (2,5%) e Macrogynoplax (3,6%). Gripopterygidae foi representou 15,3% do total, com os gêneros Tupiperla (0,9%), Paragripopteryx (3,2%) e Gripopteryx (10,5%). Encontrou-se a maior abundância e diversidade no Córrego Bonito (H’ = 1,43), um curso de 2a ordem, enquanto no Córrego Tapinuã obteve-se a menor abundancia. O Córrego da Divisa apresentou a maior riqueza (1,87) e no Córrego Banhado a maior equabilidade (J = 0,89). Em relação à estação seca e chuvosa, não houveram diferenças significativas entre as abundâncias absolutas (p > 0,01); porém, na estação seca houve aumento significativo da abundância de Gripopterygidae (p < 0,01). Segundo a Análise de Correspondência Canônica, Kempnyia sp.3 e Macrogynoplax sp.1 estão correlacionados com o pH e o OD. K. gracilenta, K. reticulata, Kempnyia sp.2 e Paragripopteryx sp.2 apresentaram maior correlação com a temperatura do ar e a pluviosidade. As demais morfoespécies não se correlacionaram com nenhum fator. A análise das espécies indicadoras revelou preferência pelo substrato ‘folhiço’ (p<0,01) por K. gracilenta, K. reticulata, Kempnyia sp.1 e Anacroneuria sp.2; para as demais morfoespécies e substratos não houve significância estatística. Os dados morfométricos revelaram que ninfas menores ocorrem preferencialmente no substrato ‘musgo’. Por fim, foram registradas três associações epibióticas nos plecópteros: com protozoários ciliados (Epystilis sp.), com platelmintos (Temnocephala sp.) e larvas de Diptera (Nanocladius sp.). Os protozoários ocorreram em maior número e estiveram presentes em grandes quantidades nas brânquias dos plecópteros. |
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