Os níveis séricos de calicreína plasmática e catepsina B estão associados com à fibrose hepática em pacientes com hepatite c crônica

Introdução. O vírus da Hepatite C (HCV) é uma das principais causas de doenças hepáticas crônicas em todo mundo, onde 85% dos infectados apresentam algum grau de fibrose hepática. O fator de crescimento transformantebeta 1 (TGFβ1) possui um papel importante na proliferação e ativação das células est...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Zanelatto, Alexia de Cassia Oliveira [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/53051
Acceso en línea:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6325997
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/53051
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cathepsin B
Plasmic kallikrein
Hepatitis C
Hepatic fibrosis
Catepsina B
Calicreína plasmática
Hepatite C
Fibrose hepática
Descripción
Sumario:Introdução. O vírus da Hepatite C (HCV) é uma das principais causas de doenças hepáticas crônicas em todo mundo, onde 85% dos infectados apresentam algum grau de fibrose hepática. O fator de crescimento transformantebeta 1 (TGFβ1) possui um papel importante na proliferação e ativação das células estreladas hepáticas (HSC) no processo de indução de fibrose no fígado. A catepsina B (Cat B) e a calicreína plasmática (PLK) são enzimas que podem ativar proteoliticamente a forma latente do TGFβ1 durante a fibrose hepática induzida pela infecção do HCV. A gravidade da fibrose hepática determina o prognóstico e o tratamento dos pacientes com hepatite C crônica (CCH). Objetivo. Verificar se os níveis séricos de Cat B e PLK se correlacionaram com a gravidade da inflamação e fibrose hepática nos pacientes com CHC, antes e após o tratamento com interferon α com ribavirina, podendo servir como novos biomarcadores nãoinvasivos para o diagnóstico de fibrose hepática. Metodologia. Os níveis séricos de Cat B e PKL foram nos pacientes portadores de CCH, classificados de acordo com a tabela METAVIR (N=53), bem como, nos indivíduos doadores de sangue sem HCV (N=70). Os diferentes dados laboratoriais foram correlacionados entre si e com as medidas de Cat B e PKL, usando coeficiente Pearson para avaliar dados paramétricos e o coeficiente de Spearman para dados nãoparamétricos. A sensibilidade, especificidade e a acurácia diagnóstica da Cat B e da PKL foram avaliados pela curva ROC, esses resultados foram comparados com a performance dos biomarcadores nãoinvasivos ja existentes APRI e FIB4. Também, os valores de Cat B e PKL foram correlacionados com a resposta virológica sustentada (RVS) dos pacientes submetidos ao tratamento com interferonα + ribavirina, todos com avaliação histológica de fibrose hepática prévia ao tratamento (METAVIR). Resultados. Os níveis séricos de Cat B (3,61 ± 0,26 U/m) e PKL (3,77 ± 0,24 U/ml) foram significativamente maiores (P < 0,0001) nos indivíduos com fibrose hepática ≥ F2 em comparação aos indivíduos saudáveis sem fibrose hepática (1,61 ± 0,06 U/m). Além disso, verificamos que os níveis de Cat B e PLK estavam gradualmente elevados de acordo com a gravidade do escore de fibrose hepática. Os níveis de Cat B correlacionaramse fortemente com os níveis de PLK no soro de pacientes com CHC (r = 0,953; IC95% = 0,916 – 0,974; P <0,0001). De acordo com a área sob a curva ROC, os níveis de Cat B (AUROC = 0,99 ± 0,01) e PKL (AUROC = 0,99 ± 0,01) foram parâmetros significativamente superior ao APRI (AUROC = 0,71 ± 0,05) e ao FIB4 (AUROC = 0,67 ± 0,06) para predizer fibrose hepática inicial (≥ F2) em pacientes com CHC. O valor de corte estabelecido para os níveis séricos de Cat B ≥ 2,61 U/mL identificaram com elevada precisão a presença de inflamação e fibrose hepática no escore ≥ A1F2 nos pacientes portadores de HCV, bem como, os níveis séricos de Cat B < 2,61 U/ml identificam a ausência de lesão hepática na população (Sensibilidade = 96%, Especificidade = 95%). O valor de corte para os níveis séricos de PKL ≥ 2,9 U/ml identifica com precisão a presença de inflamação e fibrose hepática no escore ≥ A1F2 nos pacientes portadores de HCV, como os níveis séricos de PKL < 2,9 U/ml identificam ausência de fibrose hepática na população (Sensibilidade = 96%, Especificidade = 98%). Ainda, a elevada concentração de Cat B (> 3,3 U/ml) no soro dos pacientes portadores de HCV é capaz de predizer o insucesso do tratamento com interferon α associado a ribavirina. Conclusão. Os níveis séricos de Cat B e PKL podem ser utilizados como biomarcadores confiáveis para a predição de inflamação e fibrose hepática iniciais (≥ A1F2) nos pacientes portadores de HCV, bem como, são confiáveis para a exclusão do diagnóstico de fibrose hepática na população. Os níveis séricos de catepsina B podem auxiliar na predição do sucesso ao tratamento dos pacientes com interferon α + ribavirina.