Incontinência urinária na mulher: classificação, métodos diagnósticos e condutas terapêuticas

A incontinência urinária (IU) caracteriza-se por uma condição em que há perda involuntária de urina. Consiste em uma patologia cada vez mais prevalente na vida das mulheres, em especial após o período menopausal, que gera inúmeras repercussões negativas no cotidiano e no convívio social. Devido ao f...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Liu, Bruno Manliang, Esteves, Giovana Abrão Pelodan, Andrade, Giovanna Santos, Perez, Juliana Hosken, Martins, Leandra Carla Saez, Teixeira, Luciano Roberto, Ferreira, Thiago Vitor de Melo
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/57841
Acesso em linha:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/57841
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Incontinência Urinária
cirurgia de Burch
sling de uretra média
tratamento
Descrição
Resumo:A incontinência urinária (IU) caracteriza-se por uma condição em que há perda involuntária de urina. Consiste em uma patologia cada vez mais prevalente na vida das mulheres, em especial após o período menopausal, que gera inúmeras repercussões negativas no cotidiano e no convívio social. Devido ao fato de estar relacionada ao processo de envelhecimento ou ser considerada como uma complicação da gestação, têm-se uma menor busca por atendimento médico, o que faz com que seja subdiagnosticada e não tratada. A patogênese ainda carece de esclarecimentos, contudo sabe-se que está relacionada à disfunção da bexiga ou dos músculos pélvicos. A IU pode ainda ser classificada em 3 tipos principais: incontinência urinária de esforço (IUE), incontinência urinária de urgência (IUU) e incontinência urinária mista (IUM). Em virtude da variedade etiológica da IU, a epidemiologia é bastante variada, e a incidência depende de diversos fatores, sendo que hipoestrogenismo, multiparidade, obesidade, infecções do trato urinário, tosse crônica, entre outros, caracterizam condições que predispõem ao quadro. Além disso, a depender da etiologia da IU e da evolução do quadro, o manejo terapêutico e o prognóstico são diferentes. No que tange ao diagnóstico, a avaliação inicial deve incluir determinar se a incontinência é transitória ou crônica, o subtipo de incontinência, e identificar sinais de alerta que justifique o encaminhamento a um subespecialista. Todavia, apesar de ser majoritariamente clínico, pode ser confirmado através do exame físico, associado a exames complementares laboratoriais e estudo urodinâmico. O manejo terapêutico é imprescindível, a fim de evitar evolução do quadro e piora substancial na qualidade de vida. Pode-se utilizar o tratamento farmacológico ou cirúrgico, a depender do subtipo e da paciente. Vale salientar a importância da extensão do cuidado multidisciplinar, com implementação da fisioterapia pélvica, a qual demonstra resultados promissores e eficazes.