CONVERSA DE BOULEVARD: O ETHOS DO “CAMPISTA DO BOI” NA CENOGRAFIA DA CRÔNICA DE WINSTON CHURCHILL RANGEL

A partir da Análise do Discurso de vertente francesa, mais especificamente dos conceitos de cenas de enunciação e ethos postulados por Maingueneau (2013, 2018a, 2018b), este artigo objetiva compreender essas noções e identificar as representações sociais e estereótipos do “campista do boi” na crônic...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Marques, Williane de Sá, de Moura, Sérgio Arruda
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Uniabeu Centro Universitário (UNIABEU)
Repositorio:E-scrita
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.abeu.local:article/3932
Acceso en línea:https://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RE/article/view/3932
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Análise do Discurso; Linguística; Literatura
Campos dos Goytacazes; Ethos; Crônica
Análise do Discurso; Ethos; Crônica
Descripción
Sumario:A partir da Análise do Discurso de vertente francesa, mais especificamente dos conceitos de cenas de enunciação e ethos postulados por Maingueneau (2013, 2018a, 2018b), este artigo objetiva compreender essas noções e identificar as representações sociais e estereótipos do “campista do boi” na crônica “Conversa de Boulevard” do escritor nascido em Campos dos Goytacazes, Winston Churchill Rangel (1987). Tal narrativa desenvolve uma cenografia apresentada por meio de um diálogo entre dois personagens latifundiários que ocorre na década de 1970, em meio à crise do setor agropecuário e em um local considerado ponto de encontro para difamação alheia. Essa enunciação, que se enquadra em um discurso literário (cena englobante) do gênero crônica (cena genérica), é produzida pelos dois fiadores apoiando-se, conforme Maingueneau, em um ethos de homens fofoqueiros, gananciosos, machistas e hipócritas que tentam manter seus status mesmo diante da derrocada econômica.