A abordagem intercultural na formação de Professores de FLE: entre as representações sociais e o paradigma reflexivo.
O componente cultural tem ocupado amplo espaço nas discussões em linguística aplicada. Admitindo sua importância no processo de ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira (LE), muitos estudos se destinam à análise do espaço e da abordagem dada a esse componente. A intervenção da proposta interc...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/27253 |
| Acceso en línea: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/27253 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Professores de francês Francês como língua estrangeira Abordagem intercultural - ensino de língua francesa Língua francesa - ensino Ensino de língua francesa Representações sociais Paradigma reflexivo Formação de professores - língua francesa French teachers French as a foreign language Intercultural approach - French language teaching French language - teaching Social representations Reflective paradigm Teacher training - French language Professeurs de français Le français comme langue étrangère Approche interculturelle - Enseignement de la langue française Langue française - enseignement Enseignement de la langue française Représentations sociales Paradigme réflexif Formation des enseignants - langue française Linguística |
| Sumario: | O componente cultural tem ocupado amplo espaço nas discussões em linguística aplicada. Admitindo sua importância no processo de ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira (LE), muitos estudos se destinam à análise do espaço e da abordagem dada a esse componente. A intervenção da proposta intercultural para o ensino de LE é uma abordagem que possibilita vasta abertura para tratar das culturas envolvidas no processo de ensino e aprendizagem com respaldo na alteridade. Abordar cultura e interculturalidade direciona nossa discussão para um aspecto que tem o seu espaço evidente nas relações interculturais: a representação social. Diante dessa modalidade de ensino e aprendizagem de LE, existem algumas competências específicas que são requeridas pelos sujeitos inseridos no contexto de ensino e aprendizagem e, nesse contexto, o professor ganha um papel ativo enquanto mediador entre a cultura materna e as culturas estrangeiras. Nesse sentido, a formação inicial que possibilita uma futura atuação docente amparada pela interculturalidade é o vetor de motivação deste estudo. Caracterizando-se como uma pesquisa qualitativa interpretativista (BAZARIM, 2008; BORTONI-RICARDO, 2008; REES, 2008), temos o objetivo de investigar, na formação inicial de professores de francês língua estrangeira (FLE), as representações sociais sobre as culturas da língua francesa e as representações sobre o ensino e aprendizagem desse componente. Partiremos do pressuposto que tratar o elemento intercultural no ensino e aprendizagem de LE implica uma reflexão, na formação inicial, sobre as representações e o papel que elas ocupam na construção do paradigma de ensinar e aprender uma língua-cultura estrangeira. Portanto, para essa análise, nos apoiaremos no paradigma reflexivo para formação profissional (ZEICHNER, 1993; SCHÖN, 2000). Nosso contexto de estudo é composto por dezoito professores de francês em formação inicial de duas instituições públicas de ensino superior do estado da Paraíba. Dividido em duas etapas, na primeira, fizemos um levantamento das representações sociais (JODELET 1999, 1994; MOSCOVICI, 1990; ABRIC, 2004) desses professores, baseando-nos em uma categorização dos campos representacionais proposta por Boyer (1995), bem como das suas representações sobre o tratamento do componente cultural no processo de ensino e aprendizagem. A segunda etapa é constituída por uma amostragem de quatro informantes que se depararam, em uma sessão reflexiva, com as informações obtidas na primeira parte da nossa coletada de dados. Os resultados obtidos e analisados mostram que os professores em formação inicial não estão passíveis às representações mais recorrentes da língua francesa. Observamos, do mesmo modo, que a prática reflexiva, especificamente na sessão reflexiva, pode promover o reconhecimento das representações e estabelecer procedimentos capazes de configurar uma futura prática pedagógica intercultural. |
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