Do contrato sexual ao reconhecimento: repensando a prostituição por um olhar teórico-crítico

A partir de um breve panorama das críticas do socialismo clássico à prostituição, discutindo a pauta “abolicionista”, propomos uma forma, entre as várias possíveis, de dar continuidade a esses argumentos no âmbito da teoria política contemporânea. O que fazemos é colocar duas autoras socialistas, a...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Guima, Tarine, Lamas, Thaís de Almeida
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Plural (São Paulo. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/184139
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/plural/article/view/184139
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:contrato sexual
Prostituição
Justiça
Reconhecimento
Redistribuição
Sexual contract
Prostitution
Justice
Recognition
Redistribution
Descripción
Sumario:A partir de um breve panorama das críticas do socialismo clássico à prostituição, discutindo a pauta “abolicionista”, propomos uma forma, entre as várias possíveis, de dar continuidade a esses argumentos no âmbito da teoria política contemporânea. O que fazemos é colocar duas autoras socialistas, a princípio dissidentes, em diálogo para analisar o fenômeno da prostituição: 1. Apresentamos a concepção de Carole Pateman sobre a prostituição. 2. Acatamos a crítica de Nancy Fraser ao modelo de Pateman, e utilizamos sua própria teoria crítica da justiça para analisar a questão da prostituição, explorando possíveis aproximações e distanciamentos entre ambas. 3. Apontamos para um possível caminho de se “ler” a prostituição, pelas chaves dos critérios de justiça do reconhecimento e da redistribuição. 4. Buscamos, em suma, reivindicar o papel da teoria política em discutir temas caros ao feminismo, como o da prostituição, tentando contribuir com a abertura e a continuidade dessas discussões nessa área disciplinar.