Dostoiévski e a dialética: fetichismo da forma, utopia como conteúdo
Esta tese tem como objetivo a análise e interpretação do sentido histórico, estético, político e literário das tensões dialéticas expostas na obra do escritor russo Fiodor Dostoiévski. Na primeira parte (tese), Dostoiévski e o fetichismo da forma mercadoria, a análise da obra de Dostoiévski nos leva...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-11042016-110905 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-11042016-110905/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Adorno Bakhtin Christianity Cicatrização do espírito Commodity Cristianismo Dialectics Dialética Dostoevsky Dostoiévski Fetichismo da mercadoria Fetishism Filosofia da história Healing of the spirit Hegel Marx Philosophy of History Polifonia Polyphony Socialism Socialismo |
| Sumario: | Esta tese tem como objetivo a análise e interpretação do sentido histórico, estético, político e literário das tensões dialéticas expostas na obra do escritor russo Fiodor Dostoiévski. Na primeira parte (tese), Dostoiévski e o fetichismo da forma mercadoria, a análise da obra de Dostoiévski nos leva às tensões e às afinidades eletivas que enredam duas vertentes: a polifonia proposta pelo crítico russo Mikhail Bakhtin (1895-1975), em Problemas da Poética de Dostoiévski (1929/1963), e a dialética materialista, sobretudo a partir da Teoria Estética (1968), do autor frankfurtiano Theodor Adorno (1903-1969). Trata-se de totalizar as aporias do concerto polifônico, de modo que, dialeticamente, o transcurso analítico desvele a mimese imanente da forma mercadoria como o sentido histórico-tautológico da forma dostoievskiana, sobretudo a partir de Memórias do Subsolo (1864). Na segunda parte (antítese), O conteúdo em Dostoiévski como a cicatrização do espírito rumo à utopia?, procuramos estruturar a filosofia da história que transpassa a obra do escritor russo. Os diálogos dostoievskianos envolvendo socialismo e cristianismo nos fazem correlacionar as discussões estabelecidas nesse sentido em Recordações da Casa dos Mortos (1862), Notas de Inverno sobre Impressões de Verão (1863), Memórias do Subsolo (1864), Crime e Castigo (1866), O Idiota (1869), Os Demônios (1872) e, fundamentalmente, em dois capítulos de Os Irmãos Karamázov (1879): A Revolta e O Grande Inquisidor. Ao fim e ao cabo e como um prenúncio de superação (Aufhebung) o conteúdo dostoievskiano da história como o movimento dialético rumo à utopia nos faz colocar em diálogo o conto O sonho de um homem ridículo (1877) com o conceito de cicatrização do espírito, que o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770- 1831) desenvolve em sua Filosofia da História (1837). |
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