Modelagem da distribuição potencial de lagartos Gymnophtalmídeos (Squamata, Gymnophtalmidae) no Nordeste Brasileiro.

Os lagartos Stenolepis ridleyi e Colobosauroides cearenses pertencem à família Gymnophtalmidae e são conhecidos como microteiídeos. Ambas as espécies possuem distribuição restrita à porção do Nordeste acima do Rio São Francisco, porém ainda pouco compreendida. Sendo assim, o padrão de distribuição d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: MEDEIROS, Viviane Micaela Canuto.
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/22031
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/22031
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Lagartos
Herpetofauna
Modelagem preditiva
Lagartos Gymnophtalmídeos
Squamata Gymnophtalmidae
Colobosauroides cearensis
Stenolepis ridleyi
Distribuição de lagartos – Nordeste Brasileiro
Algoritmo Maxent
Lizards
Predictive modeling
Gymnophthalmid Lizards
Squamata Gymnophthalmidae
Colobosauroid cearensis
Distribution of lizards - Northeast Brazil
Maxent Algorithm
Herpetologia
Ciências Florestais
Descripción
Sumario:Os lagartos Stenolepis ridleyi e Colobosauroides cearenses pertencem à família Gymnophtalmidae e são conhecidos como microteiídeos. Ambas as espécies possuem distribuição restrita à porção do Nordeste acima do Rio São Francisco, porém ainda pouco compreendida. Sendo assim, o padrão de distribuição dessas duas espécies foi investigado através da ferramenta de modelagem de nicho ecológico. Os dados de ocorrência foram obtidos na literatura e na coleção do Laboratório de Herpetologia da Universidade Federal de Campina Grande (LHUFCG) e as variáveis ambientais coletadas no banco de dados online (AMBDATA). A distribuição potencial foi estimada utilizando o algoritmo Maxent e o mapa foi confeccionado pelo software QGIS 3.4.1. Para S. ridleyi, foram obtidos 20 registros para as localidades de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas, e o modelo calculado estimou como áreas potenciais a região do Piauí, Centro-Norte piauiense, Bahia, região da Chapada Diamantina, Rio Grande do Norte nas regiões do Seridó potiguar e Alto oeste. Para C. cearenses, foram obtidos 18 registros para as localidades do Ceará e Paraíba, e o modelo calculado estimou como áreas potenciais a região Norte do Estado do Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e uma região no Estado da Bahia, acima do Rio São Francisco. Os valores de AUC do modelo de distribuição das duas espécies apresentaram valores significativos, 0,996 (S. ridleyi) e 0,998 (C. cearenses), indicando que ambos os modelos são confiáveis na predição de suas distribuições. O padrão de distribuição encontrado para S. ridleyi é semelhante ao do gênero Acratosaura, seu grupo irmão, estando relacionado aos Brejos de Altitude, podendo ser compreendido e explicado pela teoria de conservadorismo de nicho. Por outro lado, C. cearenses apresentou um padrão de distribuição semelhante ao do grupo irmão Dryadosaura nordestina e Anatosaura, sendo encontrado em Brejos de Altitude e em áreas de caatinga mésica, contudo suas áreas potencias propostas devem ser investigadas em trabalhos de amostragem futuros, pois, apesar da grande probabilidade de ocorrência proposta pelo modelo, a espécie pode não estar presente nesses ambientes devido a barreiras geográficas.