Muito mais matéria: Hilda Hilst e as anedotas de seu tempo
No começo do século XXI, ao organizar a reedição de todos os livros de Hilda Hilst, Alcir Pécora lamentou que a leitura do texto literário da autora fora, \"em certa medida, substituída por um anedotário muito animado, mas francamente mesquinho, como chave de leitura para uma obra complexa e re...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-11042024-173445 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-11042024-173445/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Anarquia textual Anecdotes Anedotas Biobibliografias Biobibliography Gender relations Mercado editorial Publishing market Relações de gênero Textual anarchy |
| Resumo: | No começo do século XXI, ao organizar a reedição de todos os livros de Hilda Hilst, Alcir Pécora lamentou que a leitura do texto literário da autora fora, \"em certa medida, substituída por um anedotário muito animado, mas francamente mesquinho, como chave de leitura para uma obra complexa e relevante como a sua\". Colocava-se, então, um problema teórico: como despir o corpus hilstiano das excentricidades da escritora, que lhe renderam certo status de celebridade ao longo da segunda metade do século XX? A partir da pesquisa no corpus e também em arquivos de periódicos, esta tese resgata várias das anedotas a argumenta que, tanto quanto um obstáculo para a leitura, elas são constituintes da própria obra, que ao longo dos anos foi delineando certo materialismo hilstiano ao qual se agregam, de forma anárquica, textos, paratextos e outros resíduos inclassificáveis |
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