Os renovadores “gramscianos”: o diálogo com Antonio Gramsci para a compreensão da realidade brasileira, a batalha das ideias no partido e a formação da revista Presença

A incorporação de Gramsci no Brasil compreendeu três períodos. Primeiro, um período dos anos 1920 a meados dos anos 1960 (SECCO, 2002), o segundo aborda timidamente e com muitos obstáculos à esquerda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), a tradução feita pelo grupo capitaneado por Carlos Nelson Cou...

Full description

Bibliographic Details
Author: Castro, Michele Corrêa de [UNIFESP]
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2013
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repository:Repositório Institucional da UNIFESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/41794
Online Access:http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/41794
Access Level:Open access
Keyword:Renovadores “Gramscianos”
PCB
Revista Presença
Marxismo
Description
Summary:A incorporação de Gramsci no Brasil compreendeu três períodos. Primeiro, um período dos anos 1920 a meados dos anos 1960 (SECCO, 2002), o segundo aborda timidamente e com muitos obstáculos à esquerda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), a tradução feita pelo grupo capitaneado por Carlos Nelson Coutinho dos Cadernos do Cárcere, organizados por Togliatti (SIMIONATTO, 2004), sobretudo nos anos 1960, e, por fim, um terceiro momento em meados dos anos 1970, no contexto de abertura política e de maior efervescência acadêmica, quando Gramsci passa a ser referência em diversas áreas do conhecimento. Priorizamos, em certa medida, o terceiro período como recorte temporal, não nos detendo na recepção, mas nos usos e no diálogo de três autores brasileiros com o marxista sardo, na batalha das ideias no interior do partido e na formação da revista Presença. Os autores analisados se aglutinaram na chamada corrente renovadora democrática do PCB, na vertente que caracterizamos como renovadores “gramscianos” Carlos Nelson Coutinho, Luiz Werneck Vianna e Marco Aurélio Nogueira, também classificados como eurocomunistas. Assim, priorizamos as aproximações desses autores, quanto à análise da realidade brasileira, principalmente, a partir dos anos 1970, durante o chamado processo de transição democrática, em suas principais obras, nas produções no interior do jornal Voz da Unidade e em seus escritos na revista Presença (1983-1992).