| Sumario: | A hipertensão arterial é umas das doenças crônicas mais frequentes da atualidade e um importante fator de risco para o desencadeamento de patologias e complicações mais graves como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Para evitar esses agravos, a adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso é imprescindível. Assim, este estudo buscou identificar a adesão terapêutica medicamentosa em pacientes hipertensos na Unidade Básica de Saúde, bem como os fatores diretamente relacionados ao paciente que influencia a sua não adesão. Foi realizada uma pesquisa de caráter transversal com aplicação de questionário em 150 pacientes hipertensos usuário de Unidade de Saúde da Família. A maioria dos participantes era do sexo feminino (40,7%), pardos (50,6%), com ensino fundamental incompleto (48,0%) e recebiam até um salário mínimo (48,0%). 76,7% afirmaram não ter dificuldade de acesso à unidade de saúde e 59,3% que há dificuldade de acesso ao medicamento. Dos pacientes estudados, 72,7% assumem fazer uso de outros medicamentos sem conhecimento médico e 70,0% não receberam nenhuma recomendação especial sobre o tratamento de hipertensão. Observou-se que há uma baixa adesão ao tratamento medicamentoso tanto por conta da dificuldade de acesso ao tratamento quanto pela falta de entendimento sobre a própria saúde e patologia.
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