Segurança hídrica na bacia hidrográfica do Ribeirão Pirapetinga, Caldas Novas – Goiás – Brasil

A abordagem sobre a segurança hídrica diz respeito ao conhecimento dos aspectos ambientais da bacia hidrográfica, os usos atuais e tendências dos recursos naturais, considerando a multiplicidade de usos da água. Consiste em considerar tanto o planejamento do uso e ocupação da terra, quanto dos recur...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Godoy Neto, Bento de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/157436
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/157436
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Recursos hídricos
Planejamento
Segurança hídrica
Abastecimento de água
Water resources
Planning
Water safety
Water supply
Descrição
Resumo:A abordagem sobre a segurança hídrica diz respeito ao conhecimento dos aspectos ambientais da bacia hidrográfica, os usos atuais e tendências dos recursos naturais, considerando a multiplicidade de usos da água. Consiste em considerar tanto o planejamento do uso e ocupação da terra, quanto dos recursos hídricos na sua integridade ambiental e social, e não somente de um ponto de vista econômico, visando à segurança hídrica no abastecimento de água para a população local. Assim, neste trabalho propõe-se contribuir para a segurança hídrica do abastecimento público da população urbana de Caldas Novas, Goiás, Brasil. Nos procedimentos metodológicos, por meio de revisão bibliográfica pertinente e levantamentos de campo na bacia hidrográfica do Ribeirão Pirapetinga, especialmente dos aspectos ambientais e socioeconômicos impactantes na segurança hídrica municipal, realizou-se levantamento de dados relativos à história de Caldas Novas, ocupação territorial, ocorrência das águas termais, crescimento populacional, expansão da área urbana, caracterização da bacia hidrográfica quanto a aspectos de solo, clima, geomorfologia, uso do solo e ocupação da terra (entre 1995 e 2017), disponibilidade hídrica e vazão consumida pelos principais setores usuários da bacia hidrográfica: a irrigação e o abastecimento público. Dentre os resultados destacam-se a constatação da vulnerabilidade do atual sistema em atender à demanda de água na cidade, para a qual as ações de preservação de água tratada têm efeito paliativo frente ao crescimento da demanda, a alta susceptibilidade à ocorrência de secas pela realização de captação direta sem acumulação; a aferição do quadro de degradação ambiental na bacia hidrográfica (redução da vegetação nativa em quase 38%; aumento de solo exposto em aproximadamente 27%; déficit de área de Reserva Legal em torno de 20%), além da ocorrência de expansão urbana na bacia hidrográfica a montante da captação. Os dados de acumulações nas propriedades rurais na bacia hidrográfica evidenciam a preservação estimada em 5.150.000,00m³ em 205 barramentos, contribuindo para a regularização hídrica frente ao percentual de usos de 53% para o abastecimento público de Caldas Novas. As medidas sugeridas para a garantia da segurança hídrica relacionam-se à implantação de um consórcio intermunicipal, futura implantação de pagamento por serviços ambientais lastreado no turismo e utilização das alternativas de uso das águas termais no abastecimento público e construção de barramento no Ribeirão Pirapetinga. Espera-se que este trabalho contribua para subsidiar ações públicas voltadas para a gestão das águas do manancial que abastece Caldas Novas, garantindo-se sua segurança hídrica.