Territorialidades indígenas e conexões vegetais: entre cidades e aldeias no Médio Solimões
Esta tese tem como objetivo central explorar as relações entre as territorialidades, lugares, plantas e as narrativas indígenas da região do médio Solimões.A pesquisa inicia com uma reflexão sobre as conexões entre plantas, etnografias e os desafios da antropologia contemporânea, situando a Amazônia...
| Autores: | , |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Amazonas (UFAM) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/11283 |
| Acceso en línea: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11283 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ticuna (Povo indígena) - Usos e costumes Etnologia CIENCIAS HUMANAS: ANTROPOLOGIA Plantas Lugares Tikuna Solimões |
| Sumario: | Esta tese tem como objetivo central explorar as relações entre as territorialidades, lugares, plantas e as narrativas indígenas da região do médio Solimões.A pesquisa inicia com uma reflexão sobre as conexões entre plantas, etnografias e os desafios da antropologia contemporânea, situando a Amazônia como espaço de complexas relações entre pessoas, lugars e seres não humanos. A discussão de como os lugares funcionam como marcadores relacionais é central na construção dos lugars tikuna no médio Solimões, preparando o terreno para compreender a centralidade das plantas na vida social indígena e os processos de trânsito territorial desses coletivos. O texto narra as travessias pelo rio Solimões, os desafios de etnografar essa região e os principais aspectos da experiência de campo em Coari, com destaque para a aldeia Bom Jesus do Igapó Grande e para o papel das lideranças cacicais. Reúne experiências de etnografias vividas e interrompidas, reflexões sobre o fazer antropológico em contexto de pandemia, a presença massiva tikuna em Tefé, e uma análise das plantas como agentes formadores do ser, em especial o jenipapo, o tabaco e as bebidas fermentadas. Desloca o olhar para os coletivos indígenas em cidades dos beiradões do rio Solimões, investigando como os lugares e as plantas se entrelaçam em contextos urbanos. O texto aprofunda a relação entre plantas e lugares no médio Solimões, mostrando como os saberes indígenas reconhecem as plantas como mediadoras de espaços e relações. A análise evidencia a cosmovisão tikuna, onde as plantas são fundamentais para a constituição do lugar, concluindo que elas funcionam como bioindicadores do corpo–lugar, expressão de resistência e continuidade da vida indígena. |
|---|