Padrões silábicos no português de São Tomé e Príncipe : relações complexas

Resumo: Neste artigo discutimos a silabificação no português urbano de São Tomé e Príncipe (PSTP), com base no exame de alguns processos fonológicos: apagamentos de clusters, coda e núcleo; ensurdecimento vocálico; vocalização, nasalização e posteriorização do rótico. Tais fenômenos, embora tratados...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Balduino, Amanda Macedo, 1993-
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1372644
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/20.500.12733/14786
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Língua portuguesa - São Tomé e Príncipe
Gramatica comparada e geral - Silaba
Gramática comparada e geral - Fonologia
Portuguese language - Sao Tome and Principe
Grammar, Comparative and general - Syllable
Grammar, Comparative and general - Phonology
Artigo original
Descrição
Resumo:Resumo: Neste artigo discutimos a silabificação no português urbano de São Tomé e Príncipe (PSTP), com base no exame de alguns processos fonológicos: apagamentos de clusters, coda e núcleo; ensurdecimento vocálico; vocalização, nasalização e posteriorização do rótico. Tais fenômenos, embora tratados, comumente, de forma independente pela literatura, quando analisados em conjunto podem refletir padrões silábicos diversos, trazendo uma visão ampla e complexa sobre o sistema em foco. De fato, o levantamento dos fenômenos no PSTP indica a atuação de duas trajetórias gramaticais paradoxais: a prevalência de sílabas CV fomentada por apagamentos e lenições, em que sílabas fechadas se adaptam em sílabas abertas, e a emergência de estruturas complexas, promovida, sobretudo, pela ressilabificação de sibilantes e pelo apagamento vocálico. Essas trajetórias contrastantes refletem a dificuldade de propostas tradicionais em explanar a variação observada no PSTP. Ressaltamos, a partir dos processos discutidos, a necessidade, em trabalhos futuros, em abordar a questão por modelos pautados no uso, que acomodem a variação, e possam abarcar a complexidade dos sistemas linguísticos