Saudade e rusticidade: reconversões sociais e convivência com as secas entre elites pecuaristas do cariri paraibano
Nas últimas décadas grandes proprietários da região do Cariri paraibano têm investido na pecuária de caprinos e na publicação de livros de genealogia e memórias de suas famílias. Partindo de pesquisa com os Dantas Vilar, Suassuna e Fernandes Batista, a tese analisa esses movimentos dentro de estraté...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/21989 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/21989 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Sociologia Elites Reconversões sociais Caprinocultura Convivência com as secas Cariri paraibano. Strategies of social reconversions Goat-breeder Drought |
| Sumario: | Nas últimas décadas grandes proprietários da região do Cariri paraibano têm investido na pecuária de caprinos e na publicação de livros de genealogia e memórias de suas famílias. Partindo de pesquisa com os Dantas Vilar, Suassuna e Fernandes Batista, a tese analisa esses movimentos dentro de estratégias de reconversões sociais: tentativas de “mudar para permanecer igual”, de manter um status social, mas de transformar um patrimônio material e simbólico de uma elite sob risco de desclassificação após mudanças recentes nas desigualdades sociais entre o mundo rural e urbano no Nordeste. Por esse caminho, os pecuaristas do Cariri paraibano expressam uma ideia de convivência com as secas sintonizada com bandeiras políticas que, desde final dos anos 1970, circulam entre veículos de imprensa das sociedades de grandes pecuaristas de todo o Nordeste. Diferente da convivência com as secas de pastorais, ONGs e movimentos sociais, o projeto dos pecuaristas de superação do combate às secas exalta a grande propriedade da terra: a fazenda pecuarista seria o local, por excelência, para aprender a conviver com as estiagens. Esse argumento tem legitimidade produzida pela figura de “patriarcas” de famílias que afirmam representar uma linhagem da “Civilização do couro” e deter um saber legítimo sobre vocações “naturais”, como a caprinocultura no semiárido nordestino. Enquanto estratégia de manter uma posição de prestígio, a convivência com as secas das elites pecuaristas também se insere nas lutas sobre o imaginário regional, influenciando na transformação dos caprinos – antes tidos de menor status social em relação aos bovinos – como símbolo de uma “nordestinidade” autêntica: argumento que tem legitimado de eventos turísticos e gastronômicos à políticas de desenvolvimento rural em todo semiárido nordestino. |
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