LEVANTAMENTO DA MASTOFAUNA TERRESTRE DE MÉDIO E GRANDE PORTE EM REMANESCENTES FLORESTAIS DE CERRADO DA MICROBACIA DO CÓRREGO URUBU, DISTRITO FEDERAL

A conservação dos fragmentos de vegetação nativa associados ao conhecimento da distribuição e da localização da mastofauna é indispensável para a sua preservação. O desenvolvimento de estudos com levantamentos de espécies utilizando armadilhas fotográficas como ferramenta de coleta de dados é fundam...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Carolina Mota de Faria, Ana, Alberto da Cruz Júnior, Carlos, Hudson Souza Soares, Fábio, Ramos Simões Corrêa, Bernardo, Ramos Simões Corrêa, Vitor
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB)
Repositorio:Programa de Iniciação Científica - PIC/UniCEUB - Relatórios de Pesquisa
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:oai.uniceub.emnuvens.com.br:article/5604
Acceso en línea:https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/pic/article/view/5604
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Armadilhas-fotográficas. Conservação. Câmeras-Trap. Lobo.
Descripción
Sumario:A conservação dos fragmentos de vegetação nativa associados ao conhecimento da distribuição e da localização da mastofauna é indispensável para a sua preservação. O desenvolvimento de estudos com levantamentos de espécies utilizando armadilhas fotográficas como ferramenta de coleta de dados é fundamental para subsidiar propostas de manejo e conservação dos mamíferos de médio e grande porte, bem como para o controle dos ecossistemas. O presente estudo foi realizado como o objetivo de inventariar e avaliar a abundância e a diversidade de mamíferos terrestres presentes na Estação Experimental de Agroecologia – Chácara Delfim, localizado na Microbacia do Córrego Urubu do Distrito Federal. A microbacia do Córrego Urubu é uma área considerada de proteção ambiental, caracterizada como um fragmento de cerrado, que se situa em área de recarga da sub-bacia Norte do Lago Paranoá, que concentra importantes nascentes da Área de Proteção Ambiental – APA do Planalto Central, e que vê sua área diminuída com o avanço da urbanização promovida inadvertidamente pela especulação imobiliária. Trata-se um dos poucos fragmentos de cerrado existentes na região e ainda margeado por propriedades rurais. A área de estudo está localizada em um fragmento de mata de galeria e savana de aproximadamente 10 hectares, onde ocorre um vale que apresenta bordas de mudança brusca de declividade evidente. O entorno do fragmento apresenta características urbanas bem definidas, como condomínios residências de alto padrão (Setor habitacional Taquari etapa I) e um bairro de baixa renda (Varjão), apesar de estar localizado em área rural. O estudo ocorreu durante nove meses consecutivos, entre novembro de 2016 e agosto de 2017, com a utilização de duas armadilhas fotográficas e a busca de rastros, pegadas e vestígios de fezes. Durante o trabalho, foram observadas oito espécies de mamíferos terrestres, incluindo duas espécies exóticas que ocorrem na região. Apesar de o estudo ter sido conduzido em um fragmento de cerrado obtiveram-se registros de dois mamíferos de grande porte como o Mazama gouazoupira e Chrysocyon brachyurus. As armadilhas fotográficas apresentaram um esforço amostral de 458 armadilhas-dias e exposição de 10.992 horas de amostragem. As espécies que apresentaram maior número de registros foram aquelas que mais se adaptam a ambientes modificados