Uma ação de contraconduta no currículo para o enfrentamento à distorção idade-série em tempos de neoliberalismo : o projeto trajetórias criativas

O artigo objetiva analisar possíveis ações de contraconduta operacionalizadas no currículo escolar, frente ao contexto neoliberal que estamos vivenciando no Brasil. Para isso, discutem-se brevemente as tendências neoliberais atuais do contexto brasileiro e analisam-se alguns movimentos de contracond...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Traversini, Clarice Salete, Lockmann, Kamila, Goulart, Ligia Beatriz
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/204111
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/204111
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Currículo
Neoliberalismo
Curriculum
Age-series distortion
Counter-conduct
Neoliberalism
Creative Trajectories Project
Plan de estudios
Distorsión edad-serie
Contraconducta
Proyecto Trajetórias Criativas
Descripción
Sumario:O artigo objetiva analisar possíveis ações de contraconduta operacionalizadas no currículo escolar, frente ao contexto neoliberal que estamos vivenciando no Brasil. Para isso, discutem-se brevemente as tendências neoliberais atuais do contexto brasileiro e analisam-se alguns movimentos de contraconduta desenvolvidos numa escola que adere ao Projeto Trajetórias Criativas. Tal Projeto pode ser caracterizado como uma invenção curricular para o enfrentamento à distorção idade-série e acolhe estudantes de 15- 17 anos dos anos finais do Ensino Fundamental. Teoricamente o texto utiliza as discussões contemporâneas de Dardot e Laval acerca do que denominam a nova razão-mundo e do princípio político do comum. Opera-se ainda com o conceito de contraconduta dos estudos foucaultianos. A empiria abrange observações de atividades com estudantes e reuniões de planejamento com professores em uma das escolas, registradas em diário de campo. Como resultado da pesquisa, destaca-se a força das propostas que emanam dos estudantes e inventam um currículo em movimento que fissura o currículo tradicional, incluindo outras possibilidades de produzir o aprender. O movimento do dobrar e redobrar as propostas pedagógicas engendra forças que agem sobre elas mesmas, para criar múltiplos caminhos, ações abertas, constituindo singularidades. Compreende-se que esse movimento fortalece o princípio político do comum e funciona como contraconduta dos professores porque os afasta da conduta de ensinar e aprender esperada, nesses tempos neoconservadores. Em síntese: ao recusarem ser governados dessa forma colocam-se junto aos estudantes para inventar outros currículos que os tornem aprendentes e, nesse movimento, criam trajetórias próprias para aprender.