Estudo de um caulim calcinado do Estado da Paraíba como material de substituição parcial do cimento Portland.
A utilização de argilas calcinadas como material pozolânico para argamassas e concretos tem tido uma atenção considerável nos últimos anos, não apenas por conta do melhoramento de propriedades mecânicas, sobretudo pelos benefícios ambientais provocados quando se reduz o consumo de clinquer e se melh...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2004 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Católica de Brasília (UCB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UCB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:localhost:riufcg/6816 |
| Acceso en línea: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/6816 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Argamassa Caulim Cimento Portland Material de Substituição do Cimento Pozolana Argilas Calcinadas Mortar Kaolin Portland Cement Cement Replacement Material Pozzolana Calcined Clays Engenharia Agrícola |
| Sumario: | A utilização de argilas calcinadas como material pozolânico para argamassas e concretos tem tido uma atenção considerável nos últimos anos, não apenas por conta do melhoramento de propriedades mecânicas, sobretudo pelos benefícios ambientais provocados quando se reduz o consumo de clinquer e se melhora a durabilidade dos materiais. A Paraíba dispõe de varias jazidas de caulim, mas o uso do caulim paraibano como material de substituição do cimento Portland nunca foi investigado. Este trabalho tem como objetivo verificar as potencialidades do caulim calcinado como material de substituição parcial do cimento Portland para uso em concretos e argamassas. Foi utilizado um caulim proveniente de uma empresa do interior do Estado, beneficiado em duas finuras: uma que passa na peneira ABNT n° 200 e outra na peneira ABNT n° 325. Foram feitos ensaios de caracterização tanto química como mineralógica. Testes de analise térmica diferencial mostraram que as temperaturas de calcinação estariam entre 700°C e 980°C dai terem sido testadas as temperaturas de 700°C, 800°C e 900°C. Os percentuais de substituição adotados foram de 10%, 20%, 30% e 40%, alem das argamassas de referenda sem substituição e com 10% de sílica ativa. O traco aglomerante: areia adotado foi 1: 1,5 em massa, sendo a relação água/aglomerante mantida fixa em 0,4. Foram determinados os índices de atividade pozolânica com a cal e com cimento Portland. Foram testadas as resistências a compressão nas idades de 7, 28 e 90 dias. Também se estudou a velocidade de propagação de onda ultra-sônica nas argamassas aos 28 dias e foram obtidas a absorção d'água e as massas especificas seca e saturada, sempre em função do teor de substituição do cimento pelo caulim calcinado. Nos estudos foram usados corpos cilíndricos de 5cm x 10cm e a cura foi sempre por imersão em água. Os resultados mostraram que a calcinação a 700°C já e suficiente para produzir uma pozolana de excelentes propriedades; que o material mais fino (passando na peneira numero 325) apresenta melhor desempenho e que os teores de 20% e 30% de substituição fazem a argamassas apresentarem excelente performance, sendo comparáveis suas resistências as de argamassas com 10% de substituição de uma pozolana consagrada como a sílica ativa conduziu a melhores resultados no ganho de resistência. A velocidade de propagação de onda ultra-sônica diminuiu com o aumento do percentual de substituição, mostrando que o caulim calcinado modifica a estrutura dos poros das argamassas. O caulim local estudado tem imenso potencial a ser explorado no campo da engenharia civil. |
|---|