As identidades culturais dos alunos imigrantes e descendentes de imigrantes no município de São Paulo: os multiculturalismos enquanto marcadores das diferenças na escola

Com o advento da globalização e dos movimentos migratórios internacionais, as identidades culturais tornaram-se fluidas e compreendidas enquanto celebrações móveis e sujeitas ao contexto social em que os migrantes estão inseridos, produzindo reverberações no cotidiano das relações estabelecidas ness...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Paulo Vinicius Tosin da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-31052022-110929
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48140/tde-31052022-110929/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cultural identity
Diferença
Difference
Educação
Education
Identidade cultural
Imigração
Immigration
Multiculturalism
Multiculturalismo
Descripción
Sumario:Com o advento da globalização e dos movimentos migratórios internacionais, as identidades culturais tornaram-se fluidas e compreendidas enquanto celebrações móveis e sujeitas ao contexto social em que os migrantes estão inseridos, produzindo reverberações no cotidiano das relações estabelecidas nesses espaços. A partir desse prisma, o presente estudo investiga as identidades culturais dos alunos imigrantes e descendentes em duas públicas no município de São Paulo SP, entendendo os multiculturalismos enquanto marcadores das diferenças. O protocolo de pesquisa compreendeu a observação etnográfica dos alunos em classes dos anos finais do Ensino Fundamental e aplicação de oficinas em contraturno, foi possível identificar os seguintes pontos de tensão: a língua no jogo de negociações, o cotidiano do trabalho em oficinas de costura, o imaginário sociocultural boliviano e as interseccionalidades. Mais que uma pesquisa unidirecional entre pesquisador e sujeitos da pesquisa dentro das escolas, o estudo teve como campos investigativos a cidade de São Paulo, a Rede Municipal de Educação de São Paulo e o próprio pesquisador imerso no trânsito pelo desconhecido. Embora não seja o foco do estudo, ao admitir a escola como território de disputas no campo do currículo, há que se considerar como as relações sociais desiguais estabelecidas impactam na forma como os sujeitos se apropriam do espaço escolar, constroem e são produtos desse espaço, manifestam suas identidades culturais e estabelecem suas relações sociais.