"Incidência de úlcera de pressão e fatores de risco relacionados em pacientes de um Centro de Terapia Intensiva"

A pesquisa tem como objetivos identificar e analisar a incidência de úlcera de pressão (UP), identificar os fatores de risco a ela relacionados e investigar a validade preditiva da escala de Braden, numa amostra de 53 pacientes internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital universit...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Idevânia Geraldina
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2003
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-09032004-084518
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-09032004-084518/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:decubitus ulcer
fatores de risco
intensive care units
pesquisa em enfermagem clínica
research in clinical nursing
risk factors
úlcera de decúbito
unidades de terapia intensiva
Descripción
Sumario:A pesquisa tem como objetivos identificar e analisar a incidência de úlcera de pressão (UP), identificar os fatores de risco a ela relacionados e investigar a validade preditiva da escala de Braden, numa amostra de 53 pacientes internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital universitário do interior paulista, durante 3 meses consecutivos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Intituição. Os dados foram coletados pelo exame físico dos pacientes, na avaliação do risco na escala de Braden, entrevistas com os pacientes e/ou familiares e revisão dos prontuário. As avaliações foram realizadas até 24 horas após a admissão, 48 horas após a admissão e, posteriormente, em dias alternados até à detecção da presença de úlcera, de alta ou óbito do paciente. Vinte pacientes desenvolveram 59 úlceras no período, acarretando uma incidência de 37%. As localizações mais comuns foram a região dos calcâneos (42,4%), sacrococcígea (30,5%) e glúteos (11,8%). Houve predomínio de úlceras no estágio I (59,3%) não sendo observadas úlceras em estágio IV. Nas seis primeiras avaliações os pacientes com úlcera de pressão obtiveram escores menores na escala de Braden que os sem Up, com diferença estatisticamente significante entre os grupos. Os escores das subescalas percepção sensorial, atividade, mobilidade, fricção e cisalhamento foram na maioria das avaliações menores para os pacientes com UP com diferença estatisticamente significantes, o que não ocorreu nas sub-escalas umidade e nutrição. Dentre outros fatores investigados, a respiração controlada por aparelho e saída por alta e óbito apresentaram relacionamento com presença de úlcera de pressão. Houve diferença estatisticamente significante entre o tempo de internação hospitalar e no CTI, entre os grupos, sendo esses superiores para os pacientes com UP. Os resultados dos testes para investigar a validade preditiva da escala de Braden apontaram que, na primeira avaliação, o escore 14 obteve elevada sensibilidade e validade preditiva para teste negativo, porém, a especificidade e validade preditiva para teste positivo foram inferiores. Na segunda e terceira avaliação, a escala demonstrou um melhor desempenho nos testes de validação para os escores 13 e 12, respectivamente.